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Manoel Del Rio assume vaga de Senival Moura na Câmara de SP

Substituição ocorre após prisão preventiva do parlamentar petista, investigado por supostos vínculos com o crime organizado.

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Suplente assume vaga de vereador do PT preso por envolvimento com o PCC

O advogado e suplente Manoel Del Rio (PT) assumiu nesta quarta-feira (4/11) o cargo de vereador na Câmara Municipal de São Paulo. A mudança na composição da Casa ocorre em decorrência da prisão preventiva de Senival Moura (PT), parlamentar que é alvo de investigações sobre um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo a facção criminosa PCC no setor de transporte público da capital paulista.

Mudança no legislativo paulistano O afastamento de Senival Moura foi oficializado após o parlamentar solicitar licença por 31 dias para “tratar de assuntos particulares”. O pedido, lido em plenário na última terça-feira (3/11), possui efeito retroativo ao dia 29 de outubro, data subsequente à sua segunda detenção. Manoel Del Rio, que já teve passagens pelo legislativo municipal em 2018 e 2023, ocuparia a vaga oficialmente apenas em 2027, mas antecipou sua entrada devido ao cenário jurídico enfrentado pelo titular.

Investigações sobre transporte público As apurações conduzidas pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e pelo Ministério Público de São Paulo apontam que Senival Moura seria o “dono oculto” da empresa Transunião. O esquema teria movimentado mais de R$ 300 milhões do sistema de transporte da cidade. A Justiça chegou a determinar o bloqueio de R$ 194 milhões em contas bancárias, além do confisco de dezenas de veículos, imóveis e embarcações ligados aos investigados. O caso ganhou relevância após a morte de um ex-diretor financeiro da concessionária, ocorrida em 2025.

Defesa contesta a prisão A defesa do vereador refuta todas as acusações de participação em organizações criminosas e garante que recorrerá da decisão judicial. O advogado Marcio Sayeg critica a fundamentação da medida cautelar aplicada ao seu cliente. “A prisão preventiva não pode representar antecipação de pena, tampouco decorrer automaticamente da gravidade das acusações”, afirmou o advogado.

“Senival Moura permanece firme em sua declaração de inocência e confiante de que a verdade será esclarecida no curso do processo”, completou a defesa em nota oficial.

Desdobramentos do caso Esta é a segunda vez que o vereador é detido neste ano. Em junho, ele chegou a ser preso durante uma operação policial, mas foi colocado em liberdade em agosto por decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo. Atualmente, outros envolvidos no inquérito também tiveram suas prisões decretadas, enquanto dois suspeitos permanecem foragidos.

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