A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (5/11), a Operação Peregrinus Ingratus com o objetivo de desmantelar uma organização criminosa especializada na obtenção ilícita de auxílios e benefícios sociais. O grupo utilizava documentos falsificados, além de dados pessoais de terceiros e cadastros ideologicamente falsos para desviar recursos públicos.
Origem das investigações e abrangência nacional
O trabalho investigativo teve início a partir da constatação de irregularidades no recebimento de verbas públicas na cidade de Santa Vitória do Palmar, no Rio Grande do Sul. O desenrolar do caso revelou que a fraude não era um fato isolado, mas sim parte de um esquema complexo que se espalhava por diversas regiões do território brasileiro.
Alvos da operação e medidas judiciais
Durante a ação desta quinta-feira, agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em seis estados: Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e Goiás. As diligências ocorreram nos municípios de Rio Grande (RS), São José do Rio Preto (SP), São Paulo (SP), Guarulhos (SP), Macaé (RJ) e Goiânia (GO). Além das buscas, o Judiciário determinou a aplicação de outras medidas cautelares para conter a atuação dos suspeitos.
Próximos passos da apuração
A corporação ressaltou que o material apreendido, que inclui documentos e dispositivos eletrônicos, passará por uma análise minuciosa. O objetivo é identificar novos beneficiários que receberam valores indevidamente, mapear possíveis participantes do esquema que ainda não foram localizados e detectar outras fraudes de natureza semelhante que possam ter sido cometidas pelo grupo.
O desdobramento da Operação Peregrinus Ingratus é fundamental para proteger os cofres públicos e garantir que os auxílios cheguem apenas aos cidadãos que realmente preenchem os requisitos legais para o recebimento.








