A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) iniciou um esforço centralizado para enfrentar um desequilíbrio fiscal projetado de R$ 14 bilhões para 2027. O deputado estadual Gustavo Tutuca, que preside a Comissão de Orçamento, lidera as tratativas para ajustar a peça orçamentária, que prevê uma receita de R$ 124 bilhões frente a despesas que alcançam R$ 138 bilhões.
O cronograma de ajustes na Alerj
Os parlamentares têm um prazo definido para propor alterações ao projeto enviado pelo Poder Executivo. Até o dia 11 de novembro, o Legislativo deve consolidar suas emendas, que passarão pelo crivo da Comissão de Orçamento antes de seguirem para a votação definitiva em plenário. Sobre a gravidade do cenário, o deputado comentou: “O desafio é enorme. O Estado prevê arrecadar cerca de R$ 124 bilhões, mas estima gastar R$ 138 bilhões, ou seja, um déficit de quase R$ 14 bilhões”.
Alternativas para ampliar receitas
Embora o governo estadual apresente estratégias focadas na recuperação de créditos, renegociação de dívidas e ganhos com royalties de petróleo, o colegiado busca alternativas complementares. Uma audiência pública agendada para a próxima segunda-feira (9) colocará em pauta o papel das concessões estaduais como motor de aporte financeiro. Sobre o encontro, o parlamentar pontuou: “Vamos realizar uma audiência pública para discutir as concessões estaduais e como elas podem contribuir para gerar novas receitas e investimentos”.
Impacto direto nos municípios
O desfecho destas negociações possui desdobramentos críticos para todo o território fluminense, com atenção especial para o Sul Fluminense. A capacidade de executar obras estruturantes e manter a qualidade dos serviços públicos depende diretamente de um planejamento fiscal que seja sustentável e aderente à realidade econômica do Rio de Janeiro.
Ao encerrar as discussões preliminares, Tutuca reforçou o tom da condução dos trabalhos na Casa: “Meu compromisso é conduzir esse trabalho com responsabilidade, transparência e diálogo, buscando um orçamento mais realista e equilibrado para o Rio de Janeiro”.








