–:–:–
Conecte-se conosco

Megaoperação desmantela império bilionário de bets clandestinas

Polícia Civil cumpre mandados e bloqueia bilhões em esquema que usava empresas de fachada e fintechs para lavar dinheiro.

3 visualizações
Império bilionário das "bets do crime" desmorona em megaoperação policial

Uma engrenagem bilionária, alimentada minuto a minuto por transferências via Pix de apostadores frenéticos, escondia sob a fachada de jogos digitais uma das mais audaciosas estruturas de lavagem de dinheiro e crime organizado detectadas no país. Na manhã desta quinta-feira (5/11), a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por intermédio da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco/Decor), deflagrou a Operação Azzardo, termo originado do italiano gioco d’azzardo que na tradução livre quer dizer “jogo de azar”. O esquema movimentou cerca de R$ 1 bilhão.

Ação nacional contra redes criminosas A ação ostensiva mobilizou cerca de 200 policiais civis do DF para o cumprimento de 50 mandados de busca e apreensão e pesadas medidas de bloqueio patrimonial contra uma rede investigada pela exploração de apostas ilegais de quota fixa e lavagem de capitais. As ações ocorrem no DF (24 buscas) e em outros cinco estados: São Paulo, Goiás, Paraná, Ceará e Rio Grande do Norte, onde são cumpridos 26 mandados de buscas.

A investigação teve início há cinco meses, a partir de comunicações cruciais enviadas pela Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda (SPA/MF) à PCDF, que identificou plataformas de “bets” operando sem a devida autorização federal.

Empresas de fachada em endereços fantasmas Ao checarem os locais no mundo real, os policiais depararam-se com imóveis vazios, placas de “aluga-se” e outros estabelecimentos comerciais sem qualquer vínculo com tecnologia. Em um caso emblemático registrado em um único lote de Ceilândia, 10 empresas diferentes indicavam o mesmo número de telefone corporativo.

A rede utilizava essas dezenas de PJs fictícios para receber os valores, concentrá-los e redistribuí-los entre pessoas, empresas e instituições de pagamento,

Mais em Últimas

Ver tudo →