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Hamilton quer correr em Ruanda e adia aposentadoria na F1

Heptacampeão mundial projeta permanência na categoria para realizar o sonho de competir no continente africano.

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Hamilton planeja adiar aposentadoria para disputar GP da África: "Sonho"

Aos 41 anos, o heptacampeão mundial Lewis Hamilton já projeta estender sua trajetória na Fórmula 1 pelo menos até o início da próxima década. A decisão de prolongar a carreira tem como principal motivação a chegada de uma etapa da categoria em solo africano, marcada para acontecer em Ruanda.

O plano de longevidade na categoria

Durante coletiva de imprensa prévia ao Grande Prêmio dos Estados Unidos, o piloto da Ferrari revelou que a perspectiva de competir no continente alterou seus planos de pendurar o capacete.

“Agora sou obrigado a ficar muito mais tempo porque teremos uma corrida na África, e esse sempre foi meu sonho: poder correr na África”, disse Hamilton.

Para garantir sua vaga no grid até lá, o britânico reconhece a necessidade de manter rigoroso preparo físico e alto rendimento nas pistas nas próximas temporadas.

“Tenho que continuar lutando para tentar manter a forma física. Se ainda conseguir bons resultados no próximo ano, vamos continuar”, declarou o piloto da Ferrari.

Retorno histórico da F1 à África

A inclusão de Ruanda no calendário oficial da Fórmula 1 foi confirmada recentemente, com previsão de estreia entre 2030 e 2031 e um contrato de dez anos. O projeto contempla a construção de um moderno circuito na cidade de Bugesera.

Essa será a primeira vez que o continente receberá uma prova da categoria principal do automobilismo desde 1993. Naquela ocasião, o histórico GP da África do Sul, disputado no autódromo de Kyalami, teve Alain Prost no topo do pódio, seguido por Ayrton Senna e Mark Blundell, além da marcante quarta colocação do brasileiro Christian Fittipaldi.

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