O horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão chegou ao fim nesta sexta-feira (23/10) com as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro adotando táticas opostas para convencer o eleitorado. Enquanto o atual presidente reforçou a agenda social com o auxílio de aliados, o senador do PL focou em críticas econômicas e no apoio de figuras populares da música.
Estratégias de mobilização política A campanha de Lula trouxe ao centro do debate o deputado federal André Janones (PT-MG) para atacar o adversário e defender o legado de programas sociais do governo. O foco do petista foi consolidar o apoio das camadas de baixa renda e questionar a trajetória política do senador, inclusive trazendo à tona o caso Ana Clara, menina de cinco anos que foi assassinada por um tiro de fuzil calibre 7,62 mm durante uma ação da Polícia Militar de Niterói (RJ), em fevereiro de 2021. Flávio foi o responsável por atuar na defesa do policial Bruno Dias Delaroli, acusado pelo crime.
O uso de influenciadores e artistas Em contrapartida, Flávio Bolsonaro buscou ampliar seu alcance ao exibir a participação de artistas sertanejos de grande projeção nacional, como Gusttavo Lima, Marrone e Rodolffo. A estratégia visou conectar a candidatura a um público amplo, utilizando a popularidade desses nomes para criticar a gestão econômica vigente.
Foco na economia e no orçamento familiar O senador concentrou suas críticas no “endividamento das famílias”, utilizando o tema como pilar central de sua propaganda. Além disso, o parlamentar defendeu a retomada do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse), que foi extinto em 2025 após atingir um limite de renúncias fiscais de aproximadamente R$ 15 bilhões.
Contexto decisivo da eleição A movimentação marca a ofensiva final antes do segundo turno, que acontece neste domingo (25/10). Com o último debate presidencial na TV Globo agendado para esta sexta-feira, os candidatos buscam utilizar todos os canais de comunicação disponíveis para atrair indecisos e garantir a mobilização de suas bases. O uso estratégico de figuras com alto poder de engajamento digital e a exposição de temas sensíveis ao cotidiano brasileiro definem o tom da reta final desta disputa eleitoral.








