Thomas Markle Sr., pai da duquesa de Sussex, Meghan Markle, tornou-se alvo de uma investigação internacional após a descoberta de uma quantidade massiva de arquivos contendo abuso sexual infantil entre seus pertences pessoais. O material teria sido localizado pelo filho de Thomas, Thomas Markle Jr., que acionou as autoridades competentes tanto nos Estados Unidos quanto nas Filipinas.
A denúncia e os detalhes da descoberta O caso veio à tona após Thomas Jr. encontrar itens deixados pelo pai ao retornar das Filipinas para os Estados Unidos em maio. Entre os objetos, foi localizado um celular antigo contendo vídeos de menores de idade em atos sexuais. Segundo o denunciante, as vítimas aparentavam ter “no máximo” 10 ou 11 anos.
“O que eu vi me deu ânsia de vômito. Tudo isso foi jogado em cima de mim e eu não sabia o que fazer. Eu soube imediatamente que era algo altamente ilegal e que me levaria para a cadeia por um longo tempo se eu não me livrasse daquilo. Me senti traído, com raiva e enojado, e percebi que tinha que denunciá-lo”, contou ao portal.
Investigação em larga escala Além do celular, buscas complementares em livros e discos rígidos teriam revelado um cenário ainda mais grave. “A área de trabalho dele estava repleta de fileiras e mais fileiras de miniaturas de imagens com links para os casos mais repugnantes de abuso infantil imagináveis. O pior dos piores”, descreveu Thomas Jr., que também relatou a presença de “filmes caseiros antigos da família em fitas VHS, livros, nove telefones celulares, além dos prêmios Emmy que ele ganhou por seu trabalho na TV e muitos outros itens preocupantes que nunca tinha visto antes, como livros antigos que se revelaram cheios de fotos de meninas nuas”.
O filho de Thomas Markle confirmou ter prestado depoimento ao FBI. “Quando encontrei esse material, fiquei horrorizado e não tive outra opção a não ser denunciar meu pai”, afirmou, acrescentando: “Não falarei com meu pai novamente, a menos que seja chamado para depor contra ele”.
O posicionamento de Meghan Markle Diante da repercussão, a duquesa de Sussex explicou que já tinha conhecimento de alegações contra o pai há anos. “Em 2018, uma carta foi enviada à Polícia Metropolitana e à Equipe de Proteção da Realeza e de Pessoas Carentes. Essa carta foi posteriormente compartilhada comigo. Ela continha alegações preocupantes e perturbadoras contra meu pai, e me garantiram que elas estavam sendo investigadas”, disse a atriz.
Meghan justificou o afastamento de Thomas Markle de seus filhos, Archie e Lilibet, como uma medida de precaução. “Espero que agora fique claro que, apesar das distorções feitas por certas publicações da mídia ao longo dos anos, qualquer distanciamento do meu pai e minha decisão de não permitir que ele tivesse contato com nossos filhos se deu por um único motivo: protegê-los. Eu confiava que as autoridades estavam fazendo o mesmo por outras famílias”, declarou.
A duquesa concluiu afirmando que, “embora a dimensão do que foi descoberto seja mais repugnante do que se possa imaginar”, espera que “a justiça seja plenamente feita e que a prioridade continue sendo a segurança e a proteção de crianças inocentes”.
Defesa e atual situação Em contrapartida, Samantha Markle, outra filha de Thomas, classificou as denúncias como infundadas e sugeriu motivações pessoais do irmão. “Ele quer destruir nosso pai. Não há provas de que meu pai tenha baixado quaisquer imagens. Esses computadores estiveram fora de sua posse por dois anos. Isso deixa muita margem para adulteração. Essas são alegações sem fundamento”, afirmou.
Atualmente, Thomas Markle Sr., de 82 anos, encontra-se sob cuidados médicos em uma clínica de reabilitação na Flórida, após passar por uma cirurgia de amputação de perna decorrente de um coágulo, e não emitiu comentários sobre as acusações.








