O presidente do Chile, José Antonio Kast, confirmou nesta quarta-feira (4) que marcará presença na posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que assumirá seu novo mandato no Palácio do Planalto. Mesmo sendo um aliado político da família Bolsonaro, Kast enfatizou a importância da “manutenção da democracia” durante o processo de transição brasileiro.
Agenda internacional e contatos oficiais As declarações foram concedidas logo após o mandatário chileno cumprir uma agenda no Vaticano, onde foi recebido pelo Papa Leão XIV e pelo secretário para as Relações com os Estados e as Organizações Internacionais, dom Paul Richard Gallagher.
O diálogo com o petista O estreitamento de laços com o governo eleito teve início logo após o segundo turno das eleições, realizado no dia 25. Sobre o contato inicial, o governante chileno detalhou o teor da conversa: “Tive a possibilidade de cumprimentar o presidente reeleito Lula, falamos com ele, e vamos estar também na sua posse, em 5 de janeiro”.
Naquela oportunidade, Kast chegou a utilizar suas redes sociais para celebrar o contato e projetar parcerias futuras. “Chile e Brasil têm muito futuro em comum e seguiremos trabalhando por uma agenda que potencialize as relações entre nosso países em integração econômica e combate ao crime organizado na região”, publicou o presidente na ocasião.
Relação pragmática e estabilidade Apesar das diferenças ideológicas, o governo chileno tem mantido uma postura de pragmatismo diplomático com o petista. Segundo o presidente do Chile, o foco tem sido o fortalecimento institucional. “Nós conversamos sempre sobre a manutenção da democracia. Quando o presidente Lula ganhou a eleição, pude me comunicar sobre a relação entre os dois países”, pontuou. Sobre o andamento das tratativas, ele concluiu: “Tem sido uma relação muito boa, permanente e estável”.
Contexto de idas e vindas diplomáticas Vale lembrar que, em março deste ano, o cenário político foi marcado por um distanciamento, quando Lula optou por cancelar sua participação na posse do próprio Kast. O episódio ocorreu após a confirmação da presença do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na cerimônia. Na época, o líder chileno buscou neutralizar polêmicas, declarando que o convite não representava uma preferência política pelo então pré-candidato do PL à Presidência.








