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Trump aceita derrota republicana e sinaliza acordo com oposição

Presidente americano muda tom após avanço democrata no Congresso e projeta negociações legislativas em Washington.

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Trump reconhece derrota republicana e admite negociar com democratas no Congresso

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta terça-feira (3) que aceitará os resultados das eleições de meio de mandato e demonstrou abertura para dialogar com os democratas, que conquistaram espaço no Congresso americano. A manifestação ocorreu após o revés sofrido pelo Partido Republicano nas urnas legislativas.

“Estou absolutamente disposto a aceitar esses resultados”, afirmou Trump. “Vamos trabalhar com os democratas e esperamos poder trabalhar com eles. Provavelmente chegaremos a algum acordo.”

Mudança de postura em relação a votações passadas Essa postura representa uma mudança em relação a falas anteriores do político sobre a credibilidade das urnas no país. Durante a campanha eleitoral, ele havia condicionado o aceite de uma possível derrota à lisura do processo. Em 27 de outubro, ao ser questionado se acataria o desfecho, declarou: “Sim, se [os resultados] forem honestos.”

O chefe do Executivo também tentou se distanciar da responsabilidade pelo fraco desempenho de sua legenda. Por meio de sua plataforma Truth Social, argumentou que seu nome não estava na cédula e cravou: “Se eu estivesse, teríamos vencido de lavada“. No entanto, nas semanas prévias à votação, ele marcou presença em comícios estaduais e pediu votos para os aliados como se concorresse diretamente.

Críticas a aliados e à imprensa Mesmo acatando o resultado das urnas, Trump utilizou as redes sociais para desferir ataques contra figuras aliadas e canais de mídia conservadores. O governador texano, Greg Abbott, foi chamado de “RINO” — acrônimo pejorativo para republicanos moderados —, com a acusação de que teria falhado em impedir o revés político. A emissora Fox News também foi alvo de reclamações devido à concessão de espaço a opositores.

Novo cenário no Congresso O avanço democrata transforma o equilíbrio de poder em Washington e fortalece a fiscalização sobre o governo. Com o controle da Câmara dos Representantes, a oposição ganha autonomia para abrir investigações, intimar membros da gestão Trump e analisar atos da Casa Branca.

Essa nova configuração traz ainda a hipótese de um terceiro processo de impedimento presidencial. O líder da legenda na Câmara, Hakeem Jeffries, pontuou que o grupo ainda avalia o tema e não descartou a medida, ressaltando que qualquer ação se baseará nas leis e na Constituição. Trump enfrentou dois processos de impeachment em seu primeiro mandato, nos anos de 2019 e 2021, saindo absolvido pelo Senado em ambos.

O reconhecimento da derrota atual difere drasticamente da conduta adotada em 2020, quando perdeu a disputa presidencial para Joe Biden e passou a denunciar fraudes sem apresentar provas concretas.

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