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Líder de extorsão no Ceará se esconde no Rio de Janeiro

Criminoso exigia pagamento de taxas semanais para permitir a venda de água mineral no município de Banabuiú.

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Faccionado que cobra "taxa de água" em cidade do Ceará está escondido no RJ

A Polícia Civil do Ceará identificou o criminoso responsável por coordenar uma rede de extorsão contra comerciantes de água mineral em Banabuiú, no interior cearense. O homem, ligado ao Comando Vermelho (CV), encontra-se foragido no Rio de Janeiro. A ofensiva da facção causou um desabastecimento severo no município, levando a população a enfrentar filas sob escolta policial para conseguir comprar galões de água.

Ação coordenada contra o crime

Até o momento, três suspeitos que atuavam na linha de frente das intimidações em Banabuiú foram detidos. O Ministério Público do Ceará (MPCE) já formalizou a denúncia contra eles por “envolvimento nas ameaças aos comerciantes”. As autoridades cearenses trabalham agora em cooperação com a Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) para localizar e capturar o mentor do esquema.

A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS-CE) detalhou o andamento das investigações: “Como resultado do trabalho policial desenvolvido nos últimos dias, três suspeitos foram presos por ameaça e extorsão contra comerciantes em Banabuiú e o mandante das ameaças, que está no estado do Rio de Janeiro, foi identificado. Um trabalho em conjunto está sendo feito com a Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ)”.

O esquema da taxa de água

A organização criminosa tentou impor um controle sobre o comércio local através de um comunicado divulgado nas redes sociais, batizado de “Edital Banabuiú”. O documento exigia que qualquer venda de água mineral no município fosse autorizada pela facção. O suspeito, que se identificava pelo apelido de “Gargamel”, enviava mensagens via WhatsApp cobrando valores que variavam de R$ 200 para o funcionamento de estabelecimentos até uma taxa semanal de R$ 750 para o setor de distribuição.

Crise hídrica e logística de emergência

Devido às ameaças, as distribuidoras privadas suspenderam as atividades, paralisando o abastecimento na região. A situação chegou a afetar o funcionamento de uma escola pública, que precisou interromper as aulas. Para mitigar o impacto na população, o governo estadual, em parceria com a Cagece, montou um sistema de comboios protegidos para transportar água até o município.

A polícia reforça que as investigações continuam com o objetivo de desmantelar completamente a célula criminosa responsável pela tentativa de extorsão que desestabilizou o cotidiano dos moradores de Banabuiú.

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