As autoridades migratórias dos Estados Unidos confirmaram aos investigadores da Polícia Federal (PF) que o empresário Rodrigo Leonardo de Lima Alcântara, amplamente conhecido como Rei da Sucata, encontra-se atualmente em território norte-americano. O foragido da Justiça brasileira possui atualmente dois mandados de prisão preventiva em aberto.
Cooperação internacional e investigações Essa comunicação oficial integra uma parceria contínua entre a corporação brasileira e órgãos dos Estados Unidos com o objetivo de rastrear foragidos escondidos no exterior. O aviso foi recebido pelos investigadores da Superintendência da PF no Rio de Janeiro, unidade que também apura eventuais conexões do investigado com a estrutura financeira do Comando Vermelho (CV).
Com a confirmação de que o alvo está fora do país, a instituição policial já mobiliza os trâmites necessários para solicitar a inclusão formal do nome do empresário na Difusão Vermelha da Interpol, fortalecendo a cooperação internacional.
Esquema bilionário de fraudes O alvo da polícia acumula investigações sensíveis em território nacional. O indivíduo reapareceu no centro de um esquema bilionário de fraude que foi desmantelado pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). O histórico criminal aponta ligações diretas com uma rede complexa de empresas fantasmas, transações financeiras atípicas e crimes de lavagem de dinheiro.
Origem do apelido e histórico policial O Rei da Sucata recebeu essa alcunha devido à sua atuação comercial no setor de metais e sucatas, com foco especial na revenda de cobre. A notoriedade policial surgiu em 2021, quando ele foi preso na capital mineira sob a suspeita de comercializar cargas de cobre de origem criminosa. Na época das apurações, constatou-se que ele funcionava como o elo comercial entre ferros-velhos menores e grandes indústrias, negociando grandes volumes do material.
Em setembro de 2026, um novo mandado de prisão foi expedido em decorrência de uma condenação definitiva por crimes contra a ordem tributária em Minas Gerais, restando ainda três anos, dez meses e vinte dias de pena a serem cumpridos em regime fechado.








