O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) oficializou o recebimento da denúncia do Ministério Público (MPGO) contra três suspeitos de envolvimento no assassinato do biomédico e empresário Aurélio Campos de Oliveira. O crime, registrado em 30 de abril deste ano na cidade de Goiatuba, teria sido arquitetado pela própria esposa da vítima.
Acusações e motivação do crime
A denúncia, protocolada no início de outubro, aponta Andreia Moreira Cardoso, esposa de Aurélio, como a mentora do homicídio. Segundo o órgão ministerial, o objetivo central era o recebimento de um seguro de vida no valor de R$ 1 milhão, contratado quatro meses antes do crime, tendo a companheira como única beneficiária.
Além de Andreia, foram denunciados Eduardo Borges de Aquino e Wander Rodrigues Macedo. Os dois teriam sido contratados pela mulher para executar a vítima mediante a promessa de uma recompensa de R$ 50 mil. O MPGO destacou que o assassinato foi cometido por motivo torpe, utilizando meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa do empresário.
Fraude processual e ocultação de cadáver
O trio também responderá por ocultação de cadáver e fraude processual, uma vez que teriam alterado a cena do crime para confundir o trabalho pericial e a autoridade policial. As investigações indicam que a ação foi minuciosamente planejada, com uma divisão de tarefas entre os envolvidos. O Ministério Público solicitou que os acusados sejam submetidos a julgamento pelo Tribunal do Júri e pleiteou a fixação de R$ 500 mil como valor mínimo para a reparação dos danos causados.
Detalhes da execução
Conforme as apurações da Polícia Civil de Goiás (PCGO), o biomédico foi morto com pauladas no rosto e um disparo de espingarda. Antes do ato, ele teria sido sedado com uma substância de uso veterinário para garantir que estivesse vulnerável. Relatos da investigação apontam que, na noite do crime, a esposa teria filmado o marido sob efeito do sedativo e enviado o vídeo aos executores.
Enquanto a mulher se ausentou da residência com a filha sob o pretexto de ir ao hospital, os dois homens teriam entrado no imóvel para concluir o homicídio. O corpo de Aurélio foi posteriormente localizado em uma estrada vicinal na zona rural de Goiatuba, e o veículo utilizado no transporte foi abandonado em uma área isolada. Os três investigados permanecem presos à disposição da Justiça.








