A Justiça Eleitoral de Minas Gerais determinou a abertura de um procedimento investigatório contra a deputada federal Ana Elisa (PT-MG). A medida atende a um pedido da defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL), que acusa a parlamentar de propagar conteúdos falsos em suas redes sociais durante o período eleitoral, especificamente sobre temas religiosos ligados a Nossa Senhora Aparecida.
Contexto da investigação judicial
O inquérito foi instaurado pelo juiz Orlando Israel de Souza, da 103ª Zona Eleitoral de Divinópolis (MG), após o recebimento de uma notícia-crime protocolada pelos advogados do senador. O Ministério Público Eleitoral manifestou-se favoravelmente ao início das apurações, embora tenha ressaltado a necessidade de reunir um conjunto probatório mais robusto para sustentar a denúncia.
Defesa e posicionamento
Ana Elisa sustenta que ainda não teve acesso aos autos da investigação, uma vez que o caso tramita sob sigilo. Em nota, a deputada reforçou que pretende se manifestar formalmente apenas após a análise detalhada dos documentos. A parlamentar aproveitou para pontuar que a ação não é um fato isolado em sua trajetória política.
“O processo está correndo em sigilo, não é a primeira tentativa do Flávio de me calar, não tem como eu falar nada sobre, pois ainda não tivemos acesso ao inquérito. Quando tiver acesso, me pronunciarei a tempo e modo”, afirmou.
Detalhes técnicos das publicações
O objeto da disputa judicial envolve postagens realizadas entre 24 de setembro e 8 de outubro de 2026 na plataforma X, antigo Twitter. Como parte das medidas cautelares, a Justiça determinou que a X Brasil Internet preserve os conteúdos citados para subsidiar a coleta de provas ao longo do processo.








