O deputado federal Carlos Alberto da Cunha, conhecido como Delegado da Cunha, foi hospitalizado no Sírio-Libanês no último dia 8 de outubro. A internação ocorreu quatro dias após o primeiro turno das eleições, quando o parlamentar precisou de auxílio dos bombeiros devido a uma crise emocional. Após receber alta na semana passada, o deputado suspendeu suas atividades políticas.
Esclarecimentos sobre o estado de saúde
Em contato realizado nesta quarta-feira (14/10), o policial civil justificou o ocorrido através de uma mensagem. Ao ser questionado sobre o episódio, ele declarou que “problema pessoal” e de “saúde” teria provocado a internação. O parlamentar não forneceu detalhes adicionais sobre o caso. Desde o dia 4 de outubro, quando obteve 26.497 votos — marca insuficiente para garantir sua permanência na Câmara dos Deputados —, suas redes sociais permanecem sem novas atualizações.
Procedimentos na Corregedoria e situação funcional
A trajetória política e profissional de Da Cunha é marcada por polêmicas. Atualmente, ele e outros 23 policiais civis são alvo de um procedimento na Corregedoria por suspeitas de “abusos eleitorais”. Há indícios de uso indevido da imagem institucional da Polícia Civil durante o período de campanha, fato que já foi reportado ao Ministério Público de São Paulo.
Além disso, o delegado enfrenta um processo administrativo sobre sua demissão. Embora o ato tenha sido publicado no Diário Oficial em 3 de setembro, por determinação do governador Tarcísio de Freitas, uma liminar judicial garantiu sua permanência no cargo até que o mérito seja julgado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).
Histórico de controvérsias e processos
A carreira do deputado acumula diversos episódios sob investigação. Em 2020, ele foi acusado de forçar a reencenação de uma operação policial em um cativeiro desativado, caso que foi arquivado pela Justiça em 2024. Anteriormente, em 2021, o delegado chegou a ser afastado das ruas e teve seu distintivo e arma recolhidos devido a apurações sobre o uso da estrutura policial para a produção de conteúdo em redes sociais.
Adicionalmente, Da Cunha responde a um processo criminal por violência doméstica, sendo réu por lesão corporal, dano qualificado e ameaça contra sua ex-companheira, Betina Grusiecki. O parlamentar nega as acusações, mas seu envolvimento em casos dessa natureza gerou forte resistência de grupos de defesa dos direitos das mulheres.








