Durante uma gravação em Belo Horizonte ao lado do deputado federal André Janones (Rede-MG), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou que vai utilizar o aparelho telefônico da primeira-dama Janja da Silva para interagir na comunidade de WhatsApp “Exército do Lula”, recentemente reativada após decisão do Tribunal Superior Eleitoral.
A promessa do celular e a cobrança de Janones
No vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar cobrou o cumprimento de um acordo feito anteriormente, no qual o chefe do Executivo compraria um telefone caso o grupo ultrapassasse a marca de 5 milhões de seguidores para interagir diretamente com a base de apoio.
“Pessoal, a campanha do nosso adversário tá alegando que eu tô distribuindo fake news no canal do Exército Lula. Eu não distribuí nenhuma, mas eu corro o risco de distribuir, porque eu falei lá no último vídeo que eu fiz com esse aqui que, se o canal atingir 5 milhões de inscritos, ele ia comprar um celular”, afirmou Janones.
Em tom de brincadeira, o deputado completou que a falta do aparelho resultaria em uma informação inverídica. “Agora, se ele não fizer isso, aí eu vou ter divulgado uma fake news”, disse.
A resposta do presidente e o apelo por adesões
Diante da cobrança do aliado, o petista descartou a aquisição de um novo dispositivo e garantiu que participará da comunidade utilizando o equipamento da esposa.
“Não, eu não vou comprar porque eu não tenho dinheiro. Eu vou pegar o da Janja emprestado e vou entrar nele”, afirmou o presidente.
Logo em seguida, a pedido de Janones, o mandatário incentivou o público a reforçar a mobilização digital. “Vou chamar mais gente pra entrar. Vamos entrar no Exército pra ser o maior exército do mundo”, declarou.
Decisão do TSE e histórico do canal
Com mais de 4,4 milhões de seguidores, o espaço digital é uma ferramenta estratégica de mobilização para a campanha à reeleição. A retomada das atividades ocorreu na noite de uma quarta-feira (14/10), com o aval do ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE.
A suspensão anterior havia sido solicitada pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL) sob a acusação de propagação de desinformação. Contudo, a equipe técnica da Corte Eleitoral não constatou irregularidades nas postagens analisadas, e a paralisação acabou motivada pela falta de registro oficial da comunidade como canal de campanha. Após a regularização burocrática, o magistrado liberou novamente o envio de mensagens e o cadastro de novos integrantes.








