O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, classificou o Brasil como “um pequeno país” durante uma solenidade realizada em Jerusalém na quarta-feira (14), na qual celebrou a abertura da embaixada da Colômbia. A fala ocorreu no contexto de um discurso sobre missões diplomáticas pela América Latina, onde o premiê rememorou sua viagem ao território brasileiro em janeiro de 2019 para a cerimônia de investidura do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Alusão a Flávio Bolsonaro
Na mesma ocasião, o chefe de governo de Israel indicou a possibilidade de realizar uma nova viagem ao país sul-americano caso ocorra uma eventual posse de Flávio Bolsonaro (PL) na presidência da República.
“Os primeiros lugares que visitamos, Sara [esposa] e eu, foram três países: Colômbia, Argentina e México. Foi uma ótima visita, com uma recepção muito amigável em cada um desses países. E, aliás, um ano depois, fomos a um pequeno país chamado Brasil, para a posse do presidente Bolsonaro. Quem sabe? Talvez façamos isso novamente”, afirmou.
Reaproximação com a América Latina
O pronunciamento do líder israelense reflete as atuais movimentações diplomáticas de seu governo voltadas ao fortalecimento de laços com nações latino-americanas. Netanyahu pontuou que os vínculos regionais enfrentaram momentos de distanciamento no passado, mas sustenta que o cenário atual aponta para uma retomada sólida.
“E agora preciso dizer que algo extraordinário está acontecendo na América Latina. Tudo está voltando. Tudo está voltando. A grande amizade, a grande simpatia, a profunda afinidade entre nossos povos. Uma amizade verdadeira”, declarou.
Críticas a gestões anteriores
Durante o evento oficial, o premiê citou nominalmente Brasil, Argentina, México e Colômbia ao apontar que administrações passadas teriam provocado o enfraquecimento do diálogo bilateral com Israel. Na avaliação de Netanyahu, tal distanciamento decorreu de uma influência que denominou como “aliança global woke”.








