A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (15/10), a Operação Clones II para aprofundar investigações sobre um suposto esquema de fraudes bancárias que teria movimentado cerca de R$ 3 milhões no Pará. A apuração envolve suspeitas de falsificação de documentos, obtenção irregular de créditos e lavagem de dinheiro.
Medidas cautelares em Belém e Ananindeua
Durante a operação, os policiais federais cumprem medidas cautelares autorizadas pela Justiça Federal contra cinco investigados em Belém e Ananindeua. As determinações incluem mandados de busca e apreensão, acesso a dados de dispositivos eletrônicos, sequestro de bens e afastamento cautelar de função pública.
Entre os indícios investigados está a participação de um servidor público federal e de pessoas ligadas a ele na obtenção de vantagens econômicas ilícitas.
Origem das investigações e uso de documentos falsos
A investigação teve início após o saque indevido de valores de uma correntista falecida, realizado mediante o uso de documentação falsa. No decorrer das apurações, foram identificados indícios de obtenção irregular de créditos e de movimentação de recursos em benefício dos investigados.
A PF busca esclarecer a extensão das possíveis fraudes, a participação de cada envolvido e a eventual utilização de informações bancárias privilegiadas para viabilizar as operações.
Dissimulação patrimonial e crimes investigados
A apuração também investiga possíveis práticas de ocultação e dissimulação patrimonial. Entre as suspeitas está o uso de terceiros e a aquisição de bens supostamente incompatíveis com a renda formal dos investigados.
Os envolvidos poderão responder pelos crimes de estelionato, falsificação de documento público, organização criminosa e lavagem de dinheiro. A investigação segue em andamento.








