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Planalto projeta forte presença estrangeira na posse de Lula

Cerimônia marcada para janeiro deve reunir líderes globais, mas ausência de Javier Milei já é dada como certa.

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Planalto espera casa cheia na posse de Lula, mas sem Milei

O Palácio do Planalto projeta uma forte adesão de autoridades internacionais para a cerimônia de posse do quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, agendada para o dia 5 de janeiro. Embora os convites oficiais ainda não tenham sido formalmente expedidos, a avaliação interna do governo federal aponta para um evento prestigiado por chefes de Estado e de governo.

Contexto das posses anteriores e ligações diplomáticas A estimativa positiva fundamenta-se no comportamento institucional observado em posses passadas e, sobretudo, no intenso volume de contatos diplomáticos que o petista recebeu logo após o encerramento do pleito eleitoral de 2026.

Ainda em 25 de outubro, data que marcou a confirmação de sua reeleição nas urnas, o chefe do Executivo brasileiro dedicou dezenas de horas consecutivas a ligações telefônicas e mensagens protocolares de felicitações enviadas por mandatários de diferentes nações.

Pluralidade ideológica nos cumprimentos ao presidente O mapeamento das congratulações demonstra um cenário diplomático plural, englobando governantes de matizes ideológicas distintas. Entre os líderes conservadores que se manifestaram publicamente, destacam-se figuras da direita sul-americana como José Antonio Kast, do Chile; Rodrigo Paz, da Bolívia; e Nayib Bukele, de El Salvador.

Em contrapartida, o petista também foi alvo de cumprimentos enviados por expoentes da esquerda e do centro-esquerda internacional. A lista de felicitações incluiu os presidentes Claudia Sheinbaum, do México, e Yamandú Orsi, do Uruguai, além do dirigente do Conselho Europeu, António Costa.

Ausência confirmada de Javier Milei e os planos para a América do Sul Diante desse panorama de contatos, a equipe de assessoria do governo federal projeta o comparecimento em massa de líderes dos países vizinhos que compõem a América do Sul. A única exceção notável a essa tendência regional será o governante da Argentina, Javier Milei.

Como aliado político de Flávio Bolsonaro, o líder argentino absteve-se de reconhecer publicamente o triunfo eleitoral de Luiz Inácio Lula da Silva até o momento. Por conta dessa postura e da evidente frieza bilateral, a presença do mandatário argentino na capital federal foi totalmente descartada pelo núcleo duro da gestão petista.

A representação dos Estados Unidos no evento de Brasília Em relação à diplomacia norte-americana, o protocolo tradicional indica que o atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, receberá o convite formal, embora o histórico diplomáticoponha dúvida sobre seu comparecimento pessoal. Tradicionalmente, Washington delega a representação a autoridades de escalão inferior.

Um exemplo histórico ocorreu na posse de Dilma Rousseff em 2011, ocasião em que o governo estadunidense foi representado pelo então vice-presidente Joe Biden. Para o evento de janeiro de 2027, a avaliação preliminar do governo brasileiro aponta que a delegação dos Estados Unidos poderá ser liderada pelo encarregado de negócios, visto que o posto de embaixador americano no Brasil permanece vago.

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