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PL oficializa Rogério Marinho na disputa pela presidência do Senado

Líder da oposição enfrentará Davi Alcolumbre e Tereza Cristina em votação marcada para fevereiro, buscando unificar forças conservadoras.

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PL oficializa candidatura de Rogério Marinho para a presidência do Senado

O Partido Liberal (PL) formalizou nesta quarta-feira (4/11) a candidatura do senador Rogério Marinho para a presidência do Senado Federal. A decisão foi consolidada após uma reunião da cúpula da legenda em Brasília, estabelecendo o nome do atual líder da oposição como o principal representante do partido na corrida pelo comando da Casa, cuja eleição está agendada para o dia 1º de fevereiro.

O cenário da disputa no Senado

A corrida sucessória apresenta um quadro ainda em aberto. Rogério Marinho, que possui forte ligação com a família Bolsonaro, terá pela frente o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), que trabalha por sua reeleição, e a senadora Tereza Cristina (PP-MS). Nos bastidores, há uma tentativa de setores da oposição em articular uma candidatura única para evitar a fragmentação de votos.

Sobre sua indicação, o senador afirmou: “Fui escolhido pelos nossos companheiros para representar a direita”. Ele ainda pontuou que “oportunamente” vai estar junto com Tereza Cristina.

Cálculos eleitorais e articulações

Para alcançar a vitória em turno único, o candidato precisa de, pelo menos, 41 votos. Com uma bancada de 29 senadores prevista para 2027, o PL busca atrair apoios externos e foca em possíveis dissidentes de outras legendas. Em contrapartida, Davi Alcolumbre consolidou apoios estratégicos, incluindo sinalizações positivas de partidos como MDB, PSD, PT, PP e o próprio União Brasil.

Pautas prioritárias e críticas à gestão

Durante o anúncio, Marinho reiterou que sua eventual gestão teria como foco temas centrais para o bolsonarismo, como a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de Janeiro e o debate sobre o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Ao defender sua candidatura, o senador definiu seu projeto como “a salvaguarda da Constituição”.

“Me perguntaram: ‘Será presidente do Congresso de um tema só? Monotemático? Claro que não. Mas nós faremos valer a Constituição. Não seremos omissos”, ressaltou.

Além disso, Marinho teceu críticas severas à forma como Alcolumbre conduz sua articulação política. “Porque ele pode cooptar. Como? Com um sorriso bonito? Um abraço fraterno? Não. Com aquilo que ele não pode dizer: com verbas, com vantagens e com atalhos”, disparou o candidato.

Transparência e o modelo de votação

O senador também defendeu a adoção do voto aberto na eleição da Mesa Diretora, argumentando que a medida daria maior transparência ao processo democrático.

“Eu acho que recomendável e necessário. Agora nós vamos avaliar de que forma isso pode acontecer eu acredito que qualquer cidadão brasileiro gostaria de saber como está votando o seu representante Até pra que não haja estelionato eleitoral”, concluiu.

O embate no Senado ocorre paralelamente às discussões sobre a presidência da Câmara dos Deputados, onde o PL ainda avalia se lançará candidatura própria ou se integrará o bloco liderado pelo atual presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).

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