–:–:–
Conecte-se conosco

TCE-MG barra R$ 32 milhões em patrocínios a clubes mineiros

Decisão do Tribunal de Contas atende a recurso do governador eleito Cleitinho Azevedo contra repasses de estatais

2 visualizações
Fim das bets: TCE-MG barra R$ 32 milhões a clubes após pedido de Cleitinho

O Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais determinou a suspensão imediata de repasses financeiros que somam R$ 32 milhões destinados a clubes de futebol mineiros, atendendo a uma representação apresentada pelo governador eleito Cleitinho Azevedo contra uma medida articulada pelo atual gestor, Mateus Simões.

Entenda o caso dos patrocínios estatais A medida atinge diretamente acordos de patrocínio voltados para Atlético-MG, Cruzeiro e América-MG, anunciados originalmente em setembro. A intervenção do órgão de controle ocorreu após contestações judiciais e administrativas lideradas pelo sucessor ao Palácio da Liberdade, que apontou urgências orçamentárias prioritárias no estado.

Em pronunciamento veiculado em suas redes sociais, o chefe do Executivo estadual eleito detalhou sua posição sobre a alocação de verbas públicas oriundas de companhias estatais.

“Eu não posso aceitar, como governador, pegar mais de R$ 30 milhões da Cemig e da Codemig e colocar agora em time de futebol. Vou repetir novamente: todo mundo sabe o amor que eu tenho pelo futebol. Só que a gente tem outras prioridades”, afirmou Cleitinho.

Crises na saúde fiscal e na educação Além de questionar a legalidade e a oportunidade da medida tomada pela gestão anterior, a futura administração apontou gargalos críticos na prestação de serviços públicos básicos e na estabilidade financeira do tesouro mineiro.

“A gente está passando pela transição, a gente está vendo o próprio governo dizendo que a partir de janeiro pode ter dinheiro para pagar os servidores. A gente está passando pela transição aqui e vendo também que está faltando merenda nas escolas”, declarou.

Parecer técnico do tribunal Na análise conduzida pelo TCE-MG, o relator do processo destacou a ausência de estudos técnicos fundamentados que pudessem comprovar o retorno institucional efetivo para as empresas envolvidas nos patrocínios. O documento ressalta ainda que as cifras foram calculadas para compensar perdas de arrecadação decorrentes da proibição das apostas esportivas, distorcendo a finalidade comercial das estatais.

A disputa financeira coroa um período de intensa polarização política entre a atual gestão e o grupo político que assumirá o governo estadual a partir de janeiro de 2027, evidenciando divergências profundas sobre a condução das contas públicas no término do mandato vigente.

Mais em Últimas

Ver tudo →