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Cafetinas reduzem preço de rede VIP e revelam império no WhatsApp

Esquema de prostituição de luxo movimentava grupos clandestinos e contava com câmara de punição interna para modelos.

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A "cafetina enlouqueceu": "saldão do sexo" escancara império virtual do job

O mercado de prostituição de luxo no Brasil foi movimentado por uma promoção inédita realizada por três mulheres que comandam um império clandestino de agenciamento no WhatsApp. O trio reduziu drasticamente o valor de acesso à sua rede de contatos, promovendo o que chamaram de mega saldão do mercado do job.

Promoção relâmpago atrai novas modelos O passaporte para 17 grupos secretos, antes comercializado por R$ 600, despencou para R$ 150 em uma oferta agressiva com validade limitada. A estrutura conecta modelos a agenciadores não apenas no Brasil, mas também em países da Europa e no Oriente Médio.

No anúncio divulgado em plataformas digitais, o grupo de cafetinas mandou o papo reto e direto. “Se o objetivo de modelos e garotas de programa é buscar mais oportunidades, networking de alto nível e acesso aos “jobs” mais cobiçados do país, o saldão promete abrir as portas da maior rede de grupos especializados do Brasil. A adesão promocional garante entrada imediata na totalidade da estrutura digital”, diz.

Estrutura oculta e exigências rigorosas Por trás da fachada comercial, o esquema é operado por administradoras localizadas em Curitiba e Belo Horizonte. As comunidades reúnem centenas de profissionais e dezenas de agenciadores parceiros, com destaques para fóruns como o Casting Elite World, onde cachês podem alcançar R$ 10 mil por programa em capitais brasileiras e no exterior.

As regras para participação são rígidas e incluem exigências de padrão estético severo, proibição absoluta de tatuagens visíveis e a necessidade de pagamento recorrente de taxas para manutenção do cadastro no sistema.

Controle implacável e punições Enquanto os grupos de seleção funcionam como vitrine, instâncias como o chamado Tribunal atuam aplicando punições severas contra críticas, tentativas de contornar comissões ou questionamentos às regras impostas.

A inclusão na lista negra da organização resulta na destruição da reputação profissional da modelo, cujos dados são compartilhados com agências nacionais e internacionais sob rotulagens pejorativas. A reversão dessa situação geralmente depende de extorsões financeiras ou submissão a exigências unilaterais das gestoras.

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