Uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) desarticulou uma quadrilha que utilizava o centro comercial do Cruzeiro Velho para promover festas clandestinas e comercializar entorpecentes. As investigações, coordenadas pela Seção de Repressão às Drogas (SRD) da 3ª Delegacia de Polícia, identificaram que o grupo criminoso agia de forma coordenada para explorar o período em que a fiscalização ostensiva é reduzida.
Estratégia para burlar a segurança
Em um período de 30 dias, quatro suspeitos foram presos em flagrante. O bando operava sob um cronograma rigoroso, dando início às atividades ilícitas sempre após as 2h da manhã. A tática visava aproveitar a menor presença de viaturas nas ruas para vender cocaína e outras substâncias ilícitas sem interrupções.
“A lógica do bando era simples: fazer a festa da droga exatamente quando imaginavam que a polícia já estivesse dormindo ou com efetivo reduzido”, revelou um dos investigadores envolvidos no caso.
A conivência de estabelecimentos comerciais
O monitoramento da inteligência policial revelou que o esquema contava com o apoio logístico de comércios da região. Bares e quiosques, segundo a polícia, ignoravam sistematicamente as leis de horário de funcionamento e venda de álcool, servindo de base para os eventos regados a drogas. A PCDF agora apura a responsabilidade administrativa e criminal desses proprietários.
Caso de violência armada
O cenário de descontrole resultou em um episódio grave em 26 de setembro de 2026. Um cabo do Exército Brasileiro foi preso por agentes da 3ª DP, acusado de tentar matar duas pessoas durante um pagode clandestino no local.
A dinâmica do crime foi descrita pelas autoridades: Durante o evento, o militar iniciou uma discussão acalorada. Em seguida, sacou uma arma e efetuou ao menos três disparos contra desafetos. Uma das vítimas foi atingida na mão e no ombro, necessitando de hospitalização. O autor do crime fugiu e a arma utilizada, segundo as diligências, foi furtada por outra pessoa durante o tumulto, permanecendo desaparecida.
As autoridades reforçam que as operações de cerco ao tráfico no Cruzeiro continuam ativas. O monitoramento por parte da Polícia Civil segue ininterrupto, garantindo que a fiscalização ocorra em todos os horários, inclusive durante a madrugada.








