A queda na aprovação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, coloca em risco o desempenho do Partido Republicano nas eleições de meio de mandato, agendadas para o próximo 3 de novembro.
A disputa acirrada no Texas
Um dos reflexos mais claros dessa erosão política ocorre no Texas, reduto tradicionalmente conservador onde o presidente precisou intensificar sua presença para socorrer a campanha do procurador-geral Ken Paxton na corrida pelo Senado. As pesquisas mostram o candidato democrata James Talarico à frente, o que levou o chefe da Casa Branca a realizar três viagens ao estado em menos de um mês na tentativa de evitar uma derrota histórica em um território que não elege democratas para o Senado desde 1988.
O impacto no controle do Congresso
As urnas definirão o comando de toda a Câmara dos Representantes, com 435 assentos em disputa, além de 35 das 100 cadeiras do Senado. Atualmente com maioria em ambas as Casas, os republicanos correm o risco de perder o controle legislativo, o que daria aos democratas poder para barrar a agenda governista e ampliar investigações contra o Executivo.
Controvérsias e divisão interna
A escolha de Paxton foi impulsionada pelo próprio presidente durante as primárias para barrar o senador John Cornyn, que havia criticado a invasão do Capitólio. No entanto, o aliado carrega histórico de investigações e enfrenta dificuldades financeiras na campanha, enquanto o desgaste de Trump se espalha por temas como inflação, custo de vida, alta dos combustíveis e políticas migratórias do ICE.
Com a desaprovação em alta inclusive entre grupos demográficos fundamentais para a base governista, o cenário incerto nas urnas americanas testa a real capacidade de transferência de votos do atual mandatário.








