–:–:–
Conecte-se conosco

Canal Exército do Lula bate 4 milhões de seguidores após disputa

Grupo no WhatsApp superou a Tropa do Flávio em meio a embates jurídicos sobre a legitimidade da mobilização digital nas eleições.

1 visualizações
Exército do Lula: canal supera 4 milhões de seguidores após embate no TSE

O canal de WhatsApp intitulado Exército do Lula, idealizado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), ultrapassou a marca de 4 milhões de seguidores na noite desta segunda-feira (12/10). O crescimento expressivo ocorre logo após uma intensa batalha judicial no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que chegou a suspender temporariamente as atividades da comunidade virtual.

Repercussão e declarações de Janones

Após o restabelecimento do canal, o parlamentar utilizou as redes sociais para celebrar o número alcançado. Em um vídeo publicado, Janones relacionou o aumento do engajamento à tentativa de adversários políticos, especificamente o candidato Flávio Bolsonaro (PL), de remover o grupo do ar. “Tentaram nos calar, tentaram nos censurar, tentaram relativizar a democracia no nosso país e o tiro saiu pela culatra”, declarou o deputado.

O parlamentar reforçou que a estratégia digital visa consolidar o apoio à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno. “Nós ocupamos a rua e agora estamos ocupando a internet e vamos reeleger Luiz Inácio Lula da Silva”, afirmou.

Cenário das mobilizações digitais

Atualmente, o canal de Janones mantém uma vantagem significativa sobre a Tropa do Flávio, iniciativa capitaneada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Enquanto o Exército do Lula contabiliza cerca de 4,1 milhões de inscritos, o grupo adversário soma 1,4 milhão, configurando uma diferença de 2,7 milhões de seguidores entre as duas frentes de mobilização digital.

Contexto jurídico e técnico no TSE

A controvérsia jurídica teve início quando a campanha de Flávio Bolsonaro acionou o TSE alegando irregularidades na propaganda eleitoral e ações coordenadas de mobilização. O ministro Kassio Nunes Marques chegou a ordenar a suspensão do canal no domingo (11/10), impedindo novas adesões e interações. No entanto, a decisão foi revertida pelo ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que enviou o caso para análise do plenário da Corte.

Apesar de a Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação (AEED) não ter encontrado notícias falsas específicas no período de 2 a 11 de outubro, a equipe técnica do tribunal detectou sinais de atuação centralizada. O relatório aponta que o grupo utiliza orientações para que seguidores curtam e compartilhem conteúdos de forma prévia, além de coordenar o impulsionamento de hashtags, práticas que continuam sob observação das autoridades eleitorais.

Mais em Últimas

Ver tudo →