O cenário político das eleições de 2026 teve uma reviravolta importante quando a cúpula partidária definiu sua posição para a disputa definitiva pelo Palácio do Planalto.
Posicionamento oficial da legenda
O presidente do Partido da Causa Operária (PCO) e candidato à presidência da República, Rui Costa Pimenta, orientou nesta segunda-feira (12/10) que os filiados da legenda votem nulo no 2º turno.
O dirigente fez duras críticas ao atual mandatário e ao senador Flávio Bolsonaro (PL), argumentando que ambos estão distantes dos interesses dos trabalhadores. O político obteve 15.024 votos no primeiro turno do pleito.
Críticas ao governo e histórico
Historicamente, a organização política havia apoiado candidaturas petistas em pleitos passados, mantendo proximidade ideológica. Contudo, a postura mudou diante dos rumos adotados na atual gestão federal. “O PT não é alternativa em nenhum sentido. É necessário construir essa alternativa”, declarou.
As críticas também envolveram o poder judiciário brasileiro e os rumos administrativos do país. “O PT fez uma aliança com aquilo que tem de pior no regime político brasileiro, que é o STF. O PT compactuou com o atentado do STF contra os direitos democráticos da população. Ele não é um candidato de oposição que representa a oposição das massas ao regime político”, declarou Rui Costa Pimenta.
Rejeição total à oposição
Por outro lado, a alternativa representada pela direita também foi integralmente rechaçada pela cúpula partidária. A legenda descartou qualquer possibilidade de apoio ao parlamentar do PL. “Logicamente que a candidatura do Flávio Bolsonaro não é revolucionária, não votaríamos nele de jeito nenhum. É uma candidatura que expressa, de um ponto de vista geral, tendências reacionárias”, afirmou o presidente do PCO.
Dessa forma, a sigla consolida uma postura de independência para o pleito decisivo, distanciando-se de ambos os finalistas da disputa presidencial brasileira.








