Um indivíduo sem identificação oficial e em suposto estado de surto psicótico faleceu após ser baleado por policiais militares no dia 3 de outubro, na região norte da capital paulista. De acordo com o registro oficial da ocorrência, a vítima circulava pelas ruas exibindo uma faca e uma barra de ferro, com as quais intimidava moradores e transeuntes que passavam pelo local.
Investigação policial e dinâmica da ocorrência
O Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) assumiu o caso e abriu um inquérito rigoroso para esclarecer os fatos e examinar a conduta dos agentes envolvidos na abordagem.
Durante o patrulhamento pela Rua Afonso Lopes Vieira, a guarnição encontrou o suspeito e tentou a contenção inicial utilizando armas de disparo de energia conduzida, conhecidas como pistolas de eletrochoque. Contudo, conforme os relatos oficiais, o equipamento não foi eficaz para paralisar o homem.
Diante da resistência, três policiais efetuaram disparos de arma de fogo. Registros em vídeo feitos por testemunhas mostram uma sequência intensa de tiros. Socorrido e levado às pressas para a UPA Peri 3, o homem não resistiu aos ferimentos e veio a óbito.
Perícia e apreensão de materiais
O Grupo Especial de Atendimento a Local de Crime (Geacrim) realizou a perícia técnica na área do confronto. Na cena, os peritos recolheram 24 cápsulas de calibre .40, um fragmento de projétil, três cartuchos de arma de choque, uma faca e um garfo danificado. As armas dos agentes também foram apreendidas para passar por análises balísticas e complementares.
Caso semelhante na zona sul
A ocorrência na zona norte apresenta semelhanças com a morte de Gustavo Munis de Santana, de 20 anos, registrada na madrugada do dia 10 de outubro no bairro de Moema, zona sul. Naquela ocasião, a Polícia Militar foi acionada para atender a uma ocorrência de tentativa de suicídio.
O jovem estava supostamente transtornado e ameaçava tirar a própria vida, embora não houvesse confirmação de que portasse armas letais. Os PMs o localizaram inicialmente sobre uma passarela na Avenida Moreira Guimarães.
Conforme o boletim, o jovem teria adotado uma postura tida como ameaçadora antes de correr em direção à Alameda dos Guaramomis, onde se escondeu ao lado de uma edificação. Outras viaturas reforçaram o patrulhamento e oito policiais participaram da ação final.
A abordagem terminou quando o jovem deixou um ponto escuro e estendeu os braços em direção à equipe policial empunhando um objeto escuro, que posteriormente se revelou ser apenas um aparelho celular.
Quatro policiais militares abriram fogo e dispararam 45 vezes. A vítima foi atingida por 27 tiros que acertaram regiões vitais, como cabeça, tórax, pernas e braços, resultando em sua morte imediata. As autoridades seguem apurando os limites da força letal em ambas as ocorrências no estado.








