Trabalhadores da CET fazem acordo com Prefeitura de SP após ameaçarem greve
Funcionários da Companhia de Engenharia de Tráfego iam paralizar durante período da Fórmula 1 para conquistar reajuste salarial
São Paulo — Após ameaçarem greve durante o período da Fórmula 1 na capital paulista, os trabalhadores da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) aceitaram acordo com a Prefeitura de São Paulo. O trato prevê reajuste de 4,11% no salário da categoria e evita retrocesso de direitos.
Durante a manhã, o Sindicato dos Trabalhadores no Sistema de Operação, Sinalização, Fiscalização Manutenção e Planejamento Viário e Urbano do Estado de São Paulo (Sindviários) foi convocado pela diretação da CET para uma reunião. Na ocasião, a gestão informou que a Junta Orçamentária e Financeira (JOF) havia autorizado a proposta conciliatória apresentada pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT): aumento nos salários, no VA, no VR, na PPR e a manutenção do atual acordo trabalhista.
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Nessa quarta-feira (4/11), uma audiência de mediação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) não teve a presença do secretário da Fazenda da prefeitura, o que fez com que aos representantes da CET afirmassem que não tinham autorização para aceitar o acordo proposto pelo TRT com chancela do Ministério Público do Trabalho (MPT).
“A gente queria o IPCA, que seria 4,39%, e mais de 3% de ganho salarial. Mas em contrapartida a CET manteve o acordo coletivo vigente, porque também queriam tirar muitos direitos. Em alguns cargos o trabalhador perderia mais de 10% do salário, apesar da correção”, disse Michel Vinícius da Silva Costa, presidente do sindicato, à coluna de Demétrio Vecchioli.
O Sindviários destaca que a CET pretendia reduzir o pagamento de 50% do adicional de férias para um terço, e retirar duas folgas extras anuais, além de alterar a participação de trabalhadores no plano de saúde.
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do Metrópoles SP
As medidas foram apresentadas em junho e negadas pela categoria em 16 de outubro por mais de 500 trabalhadores. Durante a assembleia, o grupo também aprovou uma greve que se iniciaria nesta noite, durante o período de realização do GP São Paulo de Fórmula 1 (até domingo) caso as partes não chegassem a um acordo.








