O Ministério da Justiça e Segurança Pública determinou que as animações religiosas exibidas pelo programa Record Kids deixem de possuir a classificação livre. A partir de agora, o conteúdo é considerado inadequado para menores de 12 anos, uma decisão que gerou forte reação do deputado federal Nikolas Ferreira.
H2 Critérios da mudança e polêmica A reclassificação, formalizada no Diário Oficial da União pelo coordenador-geral de Políticas de Classificação Indicativa, Eduardo de Araújo Nepomuceno, aponta que as obras contêm elementos como violência, drogas lícitas, atos criminosos e preconceito. Com a nova diretriz, a recomendação oficial é que as produções da Record, que incluem passagens do Antigo e do Novo Testamento, sejam veiculadas apenas após as 20h.
H3 Comparativo entre Carnaval e conteúdos bíblicos Em suas redes sociais, o parlamentar anunciou que apresentará um Projeto de Decreto Legislativo (PDL) com o objetivo de anular a portaria, classificando a ação como uma forma de perseguição. Na postagem, ele confrontou a classificação dada aos desfiles de Carnaval de 2026, que foi estabelecida para maiores de 10 anos, com a nova regra imposta aos desenhos.
O deputado escreveu: “O Governo Lula classificou a transmissão do Carnaval de 2026 como não recomendada para menores de 10 anos. Uma programação que continha nudez explícita. Agora, o mesmo Governo atribuiu classificação de 12 anos para os desenhos bíblicos da Record Kids, citando “atos criminosos, drogas lícitas, violência e estigma ou preconceito”. Carnaval: 10 anos. Desenhos bíblicos: 12 anos. São atos oficiais que levantam perguntas objetivas: quais critérios técnicos justificam essa diferença? Ou podemos chamar essa diferença de “conveniência técnica” ou até mesmo de perseguição? Diante disso, vou protocolar um PDL para revogar essa Portaria ilegal e perseguidora.”
Contexto das produções As animações, que integram as coleções As Histórias Animadas da Bíblia, costumavam ser exibidas nas manhãs de domingo. A mudança altera significativamente o horário de exibição do bloco infantil, forçando a emissora a ajustar sua grade para cumprir as novas exigências da pasta federal.








