A brasileira Bruna Mercatelli detalhou os momentos de tensão vividos ao lado da influenciadora Malévola Alves durante a detenção das duas pelas autoridades do Egito. As turistas foram acusadas de cometer atos obscenos em praça pública, além de violarem preceitos familiares locais e realizarem assédio a pedestres.
O início da abordagem policial em Alexandria
De acordo com o relato publicado nas redes sociais, os problemas começaram quando Bruna produziu um vídeo dançando dentro de uma catacumba situada em Alexandria. Um funcionário do local solicitou a exclusão da mídia por proibições internas, ordem que foi prontamente obedecida. Contudo, outra mulher reabriu o questionamento sobre os registros visuais logo em seguida.
A situação escalou quando Bruna recusou apagar fotografias que havia tirado. Um oficial de segurança exigiu a inspeção do telefone e a remoção de todo o material digital capturado no complexo histórico. Mesmo após cumprir todas as exigências, ter o passaporte fotografado e assinar um termo de conduta, o grupo foi interceptado por policiais na van em que deixava o ponto turístico.
Interrogatório e transferência para penitenciária
Encaminhadas a uma delegacia, as brasileiras passaram por interrogatórios minuciosos sobre rendas financeiras, profissão e identidade de gênero, tendo seus aparelhos celulares confiscados. Posteriormente, após assinarem novos papéis e registrarem impressões digitais, as autoridades exigiram o pagamento de fiança e ordenaram a transferência para um estabelecimento prisional.
Sobre a estadia na prisão, Bruna declarou:
“Eu não consegui fazer xixi no banheiro, não deram comida para gente, não deram água. Quando eu pedi para ir ao banheiro, o policial — um tirão — me levou lá dentro, perto das celas das presas, sabe? Me levou num banheiro podre, não aceitei ir”
A amiga da influenciadora também afirmou:
“Interrogaram a gente, fizeram várias perguntas indiscretas, de lá, levaram a gente pra outro lugar, que era a penitenciaria, a Mariana dormiu, eu fiquei acordada, não deram comida, não deram água, me levou em um banheiro podre, começou a fazer troca de turno, foi uma situação vexatória tão grande, tirando foto da gente.”
Retorno ao Brasil e consequências legais
Após o pagamento de uma fiança estipulada em aproximadamente R$ 10 mil, as turistas recuperaram a liberdade e embarcaram de volta ao território brasileiro. O trajeto até o aeroporto ocorreu no interior de um camburão fechado, sem ventilação adequada, onde permaneceram por horas antes do voo de repatriação.
Sobre a repercussão psicológica do episódio, Bruna concluiu:
“Eu estou bem agora, mas o que a gente passou foi horrível. Trataram a gente como se fôssemos criminosas”
Conforme a legislação egípcia, as acusações de assédio a transeuntes e infração aos costumes locais preveem penas severas que combinam reclusão de dois a quatro anos e pesadas multas pecuniárias.








