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França proíbe protestos não sindicais após onda de violência

Governo endurece regras de segurança e limita atos nas ruas para conter vandalismo e saques registrados no último fim de semana.

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Macron proíbe protestos não sindicais na França após onda de violência

O governo francês anunciou restrições severas a manifestações públicas após o país enfrentar uma série de atos de vandalismo, depredações e saques.

Novas regras para os atos públicos Apenas marchas organizadas por centrais sindicais serão permitidas no sábado, exigindo rotas preestabelecidas para resguardar zonas comerciais e edifícios governamentais. A medida do Executivo surge após os graves confrontos do último sábado, período em que manifestantes causaram destruição e roubos que atingiram entre 2 mil e 3 mil estabelecimentos comerciais.

Declarações do presidente Durante os incidentes violentos, extremistas teriam tentado “derrubar a República”, conforme apontado pelo presidente Emmanuel Macron, que também exigiu penalidades severas contra os envolvidos nos tumultos.

Esquema de segurança ampliado Para impedir novos episódios de hostilidade na próxima mobilização nacional, a administração pública determinou um aumento de 20% no contingente policial em comparação à semana anterior. O planejamento operacional inclui a utilização de carros blindados, tropas da força Sentinelle voltadas à guarda de pontos sensíveis, além de tropas especializadas da polícia e da gendarmaria.

Reuniões estratégicas e proibições locais O chefe de Estado convocou uma reunião do conselho de defesa, enquanto prefeituras de várias regiões, como Paris, Lyon, Rouen e Toulon, já decretaram o veto total a atos previstos para o fim de semana.

Reações políticas e sociais A decisão governamental e os bloqueios em municípios geraram repartição de opiniões na política local, com legendas progressistas apontando os decretos como cerceamento das liberdades constitucionais, enquanto correntes conservadoras exigem uma repressão ainda mais enérgica.

Reuniões de diálogo O primeiro-ministro Sébastien Lecornu articulou encontros com lideranças partidárias, pastas ministeriais, inteligência e forças de segurança para debater o cenário de crise e assegurar clareza sobre a resposta policial.

Pautas estudantis e custo de vida Além da tensão institucional, o movimento de rua engloba demandas de estudantes e coletivos sociais, que exigem o cancelamento do sistema de acesso universitário Parcoursup, um aporte de 10 bilhões de euros para o ensino médio e ações concretas contra a alta no custo de vida.

Próximos passos Para apaziguar os ânimos, o primeiro-ministro agendou uma série de negociações com centrais sindicais, líderes estudantis, docentes, empresários e parlamentares para avaliar as pautas pendentes.

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