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Nunes defende resposta da Prefeitura após temporal em SP

Prefeito de São Paulo afirmou que volume inesperado de água causou transtornos na região central e prometeu melhorias.

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"Protocolo funcionou": diz Nunes após chuva que alagou túnel do Anhangabaú

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), defendeu a atuação da administração municipal diante do temporal que provocou o alagamento do túnel do Anhangabaú, localizado na região central da capital paulista, na tarde da última quarta-feira (14/10). Vários veículos ficaram ilhados e empilhados devido à força da enxurrada.

Defesa da gestão municipal

Questionado por repórteres durante uma agenda pública na zona leste da cidade — na inauguração das novas instalações da UBS Jardim Helena, ao lado do secretário da Saúde, Luiz Carlos Zamarco, e da secretária da Pessoa com Deficiência, Silvia Grecco —, o chefe do Executivo municipal garantiu que a resposta foi ágil. Segundo ele, a Prefeitura fez investimentos para lidar com a situação e que o “protocolo funcionou”.

O prefeito argumentou que a intensidade da precipitação não havia sido antecipada pelos meteorologistas e que a via ficou submersa em apenas três minutos. Apesar disso, destacou a rapidez para normalizar o fluxo de água: “A gente começou lá o alagamento no Anhangabaú, às 16h10. Quando era 16h40, eu já estava com os caminhões, com mais bombas, fazendo a sucção da água. Então a Prefeitura fez um grande investimento. O protocolo funcionou”, declarou Nunes a jornalistas.

Mudanças climáticas e novos projetos

O gestor municipal admitiu ter ficado “muito chateado” com a ocorrência e classificou o evento como “diferente de um padrão normal”. Como forma de prevenção para o futuro, ele mencionou o planejamento para erguer um piscinão nas proximidades do Terminal Bandeira, além de avaliar a expansão na capacidade das bombas de sucção.

“A gente vive um momento de mudança climática. Cair 40% da chuva prevista para o mês inteiro, em poucos minutos? Gente, a gente, obviamente, tem uma situação que é diferente de um padrão normal. Agora, o que a gente vai fazer agora? Melhorar os nossos protocolos, talvez ampliar o volume das nossas bombas. Isso tudo a gente vai estar fazendo”, pontuou o prefeito.

Impactos do temporal na capital

Em decorrência do temporal, a administração municipal optou por suspender o rodízio de veículos na quarta-feira (14/10). A medida liberou o tráfego geral na cidade, paralisando a regra que normalmente restringe placas com finais 5 e 6 nos horários de pico.

Outros pontos importantes da metrópole também registraram estragos consideráveis. A Avenida 23 de Maio, na altura do parque Ibirapuera, teve trechos tomados pela água, enquanto uma árvore desabou sobre dois automóveis no bairro da Bela Vista. No transporte público, a entrada da Estação Japão-Liberdade, pertencente à Linha 1-Azul do Metrô, ficou inundada, embora a operação dos trens não tenha sofrido interrupções oficiais.

O Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) colocou toda a capital em estado de atenção para alagamentos durante o período, sendo a área central a mais castigada pelos temporais.

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