O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), deu o pontapé inicial nas articulações para a composição de sua equipe no segundo mandato. O movimento de renovação foi deflagrado nesta quinta-feira (15/10), com o pedido de desligamento do secretário da Saúde, Eleuses Paiva, filiado ao PSD.
Expansão do MDB no Palácio dos Bandeirantes
A saída de Paiva abre uma vaga estratégica no primeiro escalão. Nos bastidores, o nome do secretário municipal da Saúde da capital, Luiz Carlos Zamarco, surge como um dos favoritos para assumir o posto, ao lado do secretário-adjunto da pasta, Maurício Serpa. A movimentação é vista por aliados como um sinal claro de que o MDB, grupo político do prefeito Ricardo Nunes, deve ampliar sua participação na administração estadual, consolidando a aliança firmada durante a campanha de reeleição do governador.
Apesar da expectativa de maior protagonismo do MDB, o prefeito Ricardo Nunes buscou afastar o debate sobre partilha de cargos. Ao ser questionado sobre o tema, Nunes nega que haja “cota” ou indicações suas e diz que as escolhas competem a Tarcísio.
Possível recuo do PSD e conexões com o cenário nacional
Enquanto o MDB ganha tração, a avaliação interna no Palácio dos Bandeirantes é de que o PSD, sob o comando de Gilberto Kassab, deve enfrentar uma redução de espaço. Paralelamente, o desenho do futuro secretariado também considera o impacto de uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela Presidência da República.
Impacto de uma candidatura presidencial
O governador paulista mantém o foco na campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, o que pode resultar em uma debandada de quadros técnicos de São Paulo para o governo federal. Estão entre os nomes frequentemente mencionados em conversas sobre possíveis movimentações para Brasília os secretários Renato Feder (Educação), Natália Resende (Infraestura), Caio Paes de Andrade (Governo Digital), Rafael Benini (Parcerias e Investimentos) e Samuel Kinoshita (Fazendo).
A reestruturação da gestão estadual, portanto, depende não apenas do equilíbrio de forças entre os partidos aliados em São Paulo, mas também do desfecho do pleito nacional, que pode redesenhar o quadro de secretários de Tarcísio nos próximos meses.








