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Puberdade precoce aos 10 meses: mãe relata saga de diagnóstico

Criança britânica passa por tratamento hormonal contínuo e família estuda congelamento de óvulos para preservar fertilidade futura.

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Menina recebe diagnóstico de puberdade precoce aos 10 meses, e mãe relata saga até descobrir condição rara da filha Menina recebe diagnóstico de puberdade precoce aos 10 meses, e mãe relata saga até descobrir condição rara da filha

A rotina da pequena Sienna, hoje com 5 anos, é marcada por um tratamento médico rigoroso iniciado ainda na fase de lactente. Aos 10 meses de vida, a criança recebeu o diagnóstico de puberdade precoce central, uma condição rara que forçou sua mãe, Sophie Dumas, a buscar alternativas para proteger o desenvolvimento e a saúde futura da filha, incluindo a possibilidade de congelar seus óvulos.

O início da descoberta Os sinais de alerta surgiram de forma sutil, sendo inicialmente confundidos com características comuns da infância. “Eu não tinha percebido antes que as mamas estavam começando a se desenvolver. Além disso, os bebês costumam ser gordinhos, o que os torna ainda mais adoráveis, e ela também era amamentada. Por isso, não achei que houvesse nada de incomum em sua aparência”, explicou Sophie. A confirmação veio após um agente de saúde notar o desenvolvimento mamário atípico e encaminhar a bebê a um endocrinologista.

A complexidade dos exames Para confirmar a condição, a menina submeteu-se a procedimentos invasivos e exaustivos. “Ela passou pelo que chamavam de testes de estímulo, uma expressão que passei a temer. Primeiro, eram feitas coletas de sangue para estabelecer um valor de referência do LH, hormônio relacionado à regulação da puberdade. Depois, injetavam um hormônio sintético para observar como os níveis hormonais no sangue reagiam ao longo de diferentes intervalos de tempo”, detalhou a mãe. O sofrimento foi ampliado pelas dificuldades técnicas: “Sienna ficou tão estressada que os cateteres saíam das veias por causa do suor, e uma das veias dela colapsou. Depois, precisaram coletar sangue de outra maneira, por meio de pequenas picadas nos calcanhares”. Além disso, a verificação da idade óssea exigia imobilidade da criança, o que, segundo Sophie, “foi horrível, pois precisavam que ela mantivesse a mão esticada e imóvel enquanto as radiografias elas tiradas”, completando que “isso não é fácil para um bebê de 10 meses”.

O impacto emocional e o tratamento O diagnóstico de puberdade precoce central significa que o corpo da criança produz hormônios sexuais muito antes do esperado. A busca por informações foi um desafio adicional para a família. “Descobri que a falta de conhecimento sobre o assunto era muito difícil, e os únicos pais com quem consegui conversar foram através de grupos do Facebook, mas mesmo assim, eram pais de crianças de sete a oito anos, então nunca era relevante para mim”, relatou. Atualmente, o tratamento envolve injeções mensais de bloqueadores hormonais. O processo é doloroso para a mãe: “Às vezes ela lida muito bem com isso, mas ainda há muitas ocasiões em que ela esperneia, grita, se esconde e, como mãe, é um trabalho de amor, sabendo que é o melhor para ela, mas isso acaba com a gente por dentro”.

Preocupações com o futuro A preocupação de Sophie vai além do controle hormonal, estendendo-se à saúde mental e reprodutiva de Sienna. Sobre a possibilidade de congelar os óvulos, ela afirma: “Estou analisando essa possibilidade caso a condição dela afete sua fertilidade no futuro”. A mãe complementa: “Quando ela recebeu o diagnóstico, fiquei preocupada que ela não pudesse formar sua própria família um dia, se quisesse, que essa escolha lhe fosse tirada. Espero que os bloqueadores hormonais impeçam que isso afete sua fertilidade”. A longo prazo, o objetivo é garantir que a menina possa viver sua infância com plenitude, apesar das adversidades físicas. “Todos nós queremos que nossos filhos permaneçam crianças o máximo de tempo possível, para manter vivos aqueles sonhos mágicos e nutrir imaginações vívidas com fadas e princesas, então o fato de o corpo de Sienna estar tentando roubar sua juventude pareceu injusto”, concluiu.

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