A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) iniciou uma operação de busca para identificar e prender os responsáveis por espalhar cartazes que associam o senador Flávio Bolsonaro (PL) ao nazismo. O material, que apresenta a imagem do parlamentar com o característico bigode de Adolf Hitler, também traz o número 22 estilizado na forma de uma suástica. O inquérito foi instaurado pela 3ª Delegacia de Polícia, localizada no Cruzeiro.
Investigação de apologia ao nazismo
As autoridades tratam o caso com rigor devido à gravidade da utilização de símbolos nazistas, conduta punida severamente pela legislação brasileira. A polícia trabalha com a premissa de que se trata de um crime de natureza permanente. “Estamos nas ruas para prender esses autores, já que a exposição pública de símbolos nazistas torna o crime permanente”, declarou o delegado-chefe da 3ª DP, Victor Dan.
Perícia técnica e identificação
Na quarta-feira (14/10), especialistas do Instituto de Criminalística (IC) realizaram varreduras no Cruzeiro Velho e no Sudoeste. A meta da perícia é coletar impressões digitais em postes, muros e veículos onde os panfletos foram fixados. Câmeras de segurança registraram três mulheres caminhando com sacolas contendo o material impresso e realizando a distribuição irregular em diversos pontos da cidade, confirmando que a ação foi coordenada.
Impacto eleitoral e desinformação
Além da apologia ao nazismo, a PCDF investiga a tentativa de manipulação do eleitorado contra a governadora Celina Leão. O material distribuído associa indevidamente a governadora ao número 22, embora o registro oficial dela junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) seja o 11.
A polícia busca esclarecer se a confusão proposital teve influência no alto índice de votos nulos registrados no primeiro turno, quando mais de 26 mil eleitores digitaram o número 22 para o cargo de governador. As diligências seguem em tempo real para localizar as suspeitas e desarticular o grupo responsável pela produção e disseminação da propaganda ilegal.








