O presidente do Paraguai, Santiago Peña, formalizou nesta sexta-feira (6) um pedido de prorrogação de 72 horas para organizar sua estratégia de defesa diante do processo de impeachment em curso. A solicitação surge em um momento de profunda instabilidade política e econômica, agravada por uma crise bancária que atingiu duramente o país, resultando no congelamento de depósitos de cerca de 50% da população.
O impasse no Legislativo
A movimentação ocorre logo após o Parlamento paraguaio decidir suspender a análise da carta de renúncia enviada pelo próprio presidente na última quinta-feira. Com a rejeição do Legislativo em aceitar sua saída antecipada, Peña foi convocado a prestar esclarecimentos no Senado ainda hoje, intensificando a pressão sobre sua permanência no cargo.
Críticas aos prazos do Congresso
O chefe do Executivo utilizou suas redes sociais para contestar a rapidez com que o rito de destituição vem sendo conduzido pelos congressistas. Em publicação na plataforma X, Santiago Peña argumentou contra os prazos impostos pelos parlamentares: “Querem que eu responda em menos de 12 horas. Isso não é devido processo legal”.
Contexto da crise econômica
O processo de impeachment ganhou força à medida que o governo perdeu o controle sobre a situação financeira do Paraguai. O bloqueio de recursos bancários de quase metade dos cidadãos gerou uma pressão social insustentável, o que culminou na tentativa frustrada de renúncia de Peña e na abertura do rito de afastamento. A audiência no plenário do Senado, originalmente agendada para esta manhã, segue como o principal foco de atenção no cenário político internacional.








