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Li Martins revela por que se sentiu culpada pela morte do marido, JP Mantovani: ‘O telefone não tocou’ Lissa Martins revela como recebeu notícia da morte de JP Mantovani e faz confissão sensível: ‘Me culpava muito’ (Reprodução/Youtube/Instagram)

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Li Martins revela por que se sentiu culpada pela morte do marido, JP Mantovani: ‘O telefone não tocou’ Lissa Martins revela como recebeu notícia da morte de JP Mantovani e faz confissão sensível: 'Me culpava muito' (Reprodução/Youtube/Instagram)

A cantora Li Martins recordou os detalhes que antecederam o acidente fatal do marido, o modelo JP Mantovani. No podcast “Vozes da Vida” desta quinta-feira (5), comandado por Vera Viel, a ex-Rouge contou que estava na casa da sogra, onde morava com a família, quando recebeu a notícia. Ela também admitiu ter se sentido culpada pela tragédia durante meses e detalhou como está lidando com o luto.

Recém-casados, Li e JP estavam morando com a mãe do modelo enquanto terminava a obra do imóvel que tinham comprado. Naquele dia, Antonella, filha do casal, foi dormir na casa de uma amiga. Mantovani, por sua vez, foi assistir à final do reality “Game dos 100”, do qual participava, em um bar com amigos. Já a artista preferiu ficar com a sogra.

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“Nós passamos a tarde juntos e aí ele tinha um evento de motos, que sempre gostou. Ele foi nesse evento e depois foi pro bar. A princípio, nós iríamos juntos, só que eu fiquei com preguiça, porque chega nesses eventos e é muito homem. Eu fico me sentindo um pouco deslocada (…) Eu fui pra casa e acabei pegando no sono, porque ele demorou pra chegar”, recordou Li.

Em seguida, a cantora disse que JP saiu do encontro com os amigos para buscar a filha na casa da amiga. “Meu celular fica no ‘não perturbe’ depois das 20h30, 21h, porque é o horário da Antonela dormir. Era sempre o momento do dia em que eu focava neles. O telefone não tocou. Ela estava na casa da amiguinha, eles me ligaram para falar que ela queria ir embora, que a gente fosse buscá-la, mas meu telefone não tocou. Então ela ligou para o pai e falou com ele (JP) para ir buscá-la”, narrou.

Li ao lado da filha e de JP. (Foto: Reprodução/ Instagram)

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Em um desabafo, a ex-Rouge admitiu que se culpou por muito tempo pela tragédia. “O JP disse para os amigos: ‘Olha, minha filha nunca faz isso. Eu tô preocupado, então eu vou voltar pra casa porque vou buscá-la’. Isso foi muito difícil nos primeiros meses porque eu me culpava muito. Eu achava que se eu tivesse atendido o telefone, talvez ele não tivesse vindo. Não sei se ele estava com pressa. A gente se culpa muito, tenta encontrar um responsável”, afirmou.

“Mas o tempo vai trazendo também as respostas. A gente vai entendendo. Não cai uma folha se não for da vontade de Deus. E era pra ser assim, por alguma razão. Talvez um dia eu entenda ou não”, refletiu a artista.

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Li conta como recebeu a notícia do acidente 

Conforme Li, não houve uma ligação, já que os policiais foram direto até à casa da mãe de JP. “Eu não cheguei a receber um telefonema. Eles [os policiais] chegaram na porta da casa da minha sogra e na hora que eu saí tinha uma viatura parada na frente. Eles queriam o documento do meu marido, da moto ou algum documento de identificação dele, e aí eles confirmaram [a morte]. Acho que eles queriam ter certeza se era o meu marido pra não dar notícia para a pessoa errada”, descreveu.

“O que passou na sua cabeça na hora? Como você ficou?”, questionou Vera. “Eu entrei em estado de choque. Minha sogra [também]. Eu fiquei sem reação, não sabia o que fazer. E aí eles falaram: ‘A senhora pode acompanhar a gente até a delegacia?’. Eu não tinha condição de ir até o local do acidente para buscar moto, reconhecer. Eu precisava da ajuda de alguém mais racional”, explicou a cantora, acrescentando que ligou para o irmão, para o cunhado e alguns amigos em busca de auxílio. “Foi muito trágico”, confessou ela.

Li e JP ficaram juntos por cerca de 10 anos (Foto Reprodução/Instagram)

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Na conversa, Li contou que teve a ajuda de um terapeuta para dar a notícia da morte de JP para a filha deles. “Foi muito difícil. Eu estava fazendo terapia, sigo fazendo. E eu pedi ajuda ao profissional que estava comigo época: ‘Eu nem sei como vou contar isso pra ela sem causar um trauma’. E ele falou: ‘Não tem como. O trauma já foi’. Eu marquei no consultório, inclusive, fui buscá-la na casa da amiga. Mas eu acho que ela já sabia, já estava sentindo. Quando eu fui buscá-la, ela já marejou os olhos e não queria ir embora. Foi muito doloroso, porque ver um filho sofrer… Se a gente pode, a gente quer poupar. Mas eu não tinha o que fazer”, reconheceu.

Questionada como ela e Antonella estão lidando com o luto, Martins respondeu: “Uma das coisas que tem ajudado bastante é que ele [JP] era uma pessoa muito alto-astral. Foi um pouco no que eu me apeguei. Nos dias que eu acordava e não estava muito legal, eu pensava: ‘Como ele gostaria que eu estivesse seguindo agora? Como ele gostaria que eu tocasse com a nossa filha?’ Eu aprendi muito. Eu acho que eu acabava ficando acomodada, porque ele era aquela pessoa que sempre levantava o astral de todo mundo. E sem ele ali, eu tive que assumir esse papel. A Antonella também herdou muito disso dele, então ela tem me inspirado muito, porque ela tem lidado com isso de uma forma tão linda”.

Assista à íntegra:

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