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Maioria democrata no Congresso dos EUA após viradas históricas

O partido conquistou o Senado e a Câmara em redutos republicanos tradicionais como Texas, Kansas e Carolina do Sul.

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Derrota de Trump no Congresso é marcada por viradas históricas

A “onda azul” transformou o cenário político dos Estados Unidos ao garantir aos democratas o controle majoritário tanto do Senado quanto da Câmara, conforme indicam as projeções. A reviravolta encerra o domínio do Partido Republicano em Washington, impulsionada por triunfos inéditos em estados tradicionalmente fiéis aos conservadores, como Texas, Kansas, Carolina do Norte e Carolina do Sul, embora a apuração ainda precise definir o panorama completo em outras regiões.

Derrotas históricas em redutos republicanos

No Kansas, território que havia dado a Trump uma vantagem de 16 pontos percentuais no pleito de 2024, o pastor Adam Hamilton bateu o então deputado republicano Roger Marshall, tornando-se o primeiro senador democrata eleito no estado em quase um século. Já no Texas, a conquista veio com James Talarico, o primeiro democrata a ocupar a vaga no Senado desde 1988, acompanhado pela eleição de Gina Hinojosa para o governo estadual.

A Carolina do Sul registrou outro resultado surpreendente com a vitória de Annie Andrews sobre a republicana Darline Graham, irmã do falecido senador Lindsey Graham, recolocando um democrata no Senado estadual após mais de 60 anos. Na Carolina do Norte, o ex-governador Roy Cooper superou o republicano Michael Whatley, quebrando um jejum de uma década para o partido na representação senatorial.

Disputas acirradas e marcos na liderança

Entre os confrontos mais disputados, o candidato Sherrod Brown superou o senador republicano Jon Husted em Ohio, recuperando o posto perdido em 2024, ano em que Trump havia triunfado no mesmo estado com uma margem de 11 pontos percentuais.

O avanço democrata também estabeleceu novos recordes de representatividade. Hakeem Jeffries está cotado para assumir como o primeiro homem negro a presidir a Câmara, enquanto na Geórgia, Keisha Lance Bottoms fez história ao se tornar a primeira mulher negra eleita governadora de um estado americano. Em contrapartida, a Flórida elegeu Byron Donalds como o primeiro governador negro republicano de sua história.

A reação e as justificativas de Donald Trump

Ao analisar o revés, Donald Trump declarou que alguns dos candidatos que ele apoiou “lutaram contra” ele, embora tenha evitado conectar o revés político ao seu desempenho na Casa Branca. “Tivemos os dois melhores anos na história da presidência em termos de economia, em termos de tudo o que realizamos”, afirmou a Fox News.

Apesar da derrota, o republicano garantiu que pretende cooperar com os opositores. “Estou absolutamente disposto a aceitar esses resultados”, disse Trump em entrevista ao jornal The New York Times. “Vamos trabalhar com os democratas e, vocês dados, esperamos trabalhar com eles. Provavelmente chegaremos a algum acordo.”

Contudo, o tom adotado nas redes sociais incluiu a imagem de um boné com a palavra “veto”. Dias antes, ele havia mencionado que usaria o poder institucional caso perdesse o respaldo legislativo. “Acho que vou me tornar o Sr. Veto”, disse o presidente ao podcast Pod Force One, do New York Post. “Eles vão enviar algumas coisas. Você veta. E, eventualmente, depois de um ou dois meses sendo vetados, eles só estão perdendo tempo, vêm até nós e fazemos um acordo.”

Já na madrugada, o presidente justificou o resultado desfavorável apontando a ausência do próprio nome nas urnas. “Meu nome não estava na cédula, e se estivesse, teríamos vencido com uma vitória esmagadora!”, escreveu em sua conta na internet.

O ex-presidente Barack Obama celebrou o desfecho do pleito e avaliou que o recado das urnas demonstra o desejo da população por transformações. “Esta noite, o povo americano enviou uma mensagem clara: eles querem uma política que una as pessoas em vez de dividi-las, e líderes que ofereçam soluções concretas para os desafios que enfrentam.”

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