O grupo automotivo Chery demonstra forte interesse em assumir o comando da antiga fábrica da Jaguar Land Rover localizada em Itatiaia, no sul do estado do Rio de Janeiro. No entanto, a concretização desse negócio depende diretamente da manutenção dos incentivos fiscais que haviam sido concedidos anteriormente à montadora britânica.
Incentivos fiscais e transição política
A discussão sobre o futuro do polo industrial ganhou novo fôlego com a transição política fluminense. O governo do estado já confirmou que uma eventual sucessora poderá herdar os benefícios tributários, desde que cumpra rigorosamente os requisitos legais e assuma todas as contrapartidas previstas em contrato, quatro meses após a fabricante britânica encerrar a fabricação local dos modelos Discovery Sport e Range Rover Evoque.
Estratégia para a marca no país
A intenção principal da montadora asiática é utilizar o complexo fluminense para montar veículos das divisões Omoda e Jaecoo, operando de maneira completamente independente da parceria societária mantida com a Caoa, que possui uma unidade fabril em Jacareí, no interior paulista. Vale lembrar que a planta fluminense está com as atividades paralisadas há quatro anos.
Enquanto a Jaguar Land Rover adotava o sistema SKD, focado em automóveis parcialmente montados, a companhia chinesa analisa a possibilidade de modernizar totalmente a estrutura para o sistema CKD. Nessa modalidade, a operação industrial exige um nível maior de complexidade devido ao uso de componentes avulsos, resultando em um incremento significativo no valor agregado regional.
Situação dos trabalhadores
Mesmo com as linhas de montagem paradas desde julho, os aproximadamente 380 colaboradores mantêm seus contratos ativos e recebem salários integrais. Durante este período de inatividade, o grupo tem participado de treinamentos avançados e cursos de pós-graduação, mantendo o maquinário preservado enquanto a negociação não é finalizada.
A preservação desses postos de trabalho altamente qualificados é tratada como a prioridade número um para a reativação econômica da região. Paralelamente a essas tratativas no território fluminense, a corporação asiática projeta uma forte expansão de sua presença no país, com a introdução de novas marcas e portfólio ampliado programada para o ano de 2027.








