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SES-DF alerta população sobre golpe do falso mutirão do Outubro Rosa

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SES-DF alerta população sobre golpe do falso mutirão do Outubro Rosa
Distrito Federal

SES-DF alerta população sobre golpe do falso mutirão do Outubro Rosa

A secretaria se manifestou após o Metrópoles mostrar que dezenas de mulheres pagaram até R$ 3 mil em falso mutirão de cirurgias plásticas

João Paulo Nunes
01/11/2026 20:08, atualizado 01/11/2026 20:32
Burak Karademir/ Getty Images

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) emitiu alerta neste domingo (1º/11) para que todos os usuários da rede pública estejam atentos sobre tentativas de golpes e cobranças indevidas. A secretaria se manifestou após reportagem do Metrópoles mostrar que dezenas de mulheres pagaram até R$ 3 mil em falso mutirão do Outubro Rosa.

A pasta reforçou que todo tipo de serviço ofertado pela Secretaria de Saúde do DF é gratuito. “Nenhum serviço ou procedimento realizado pelo SUS é cobrado. Consultas, exames, cirurgias, medicamentos, materiais e insumos são gratuitos. Não façam pagamentos, transferências ou depósitos a pessoas que prometam atendimento ou acesso mais rápido aos serviços de saúde”, destacou a secretaria.

A SES-DF informou que encaminhará a denúncia publicada pelo Metrópoles à Ouvidoria-Geral do GDF e reforçou que está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.

Suspeitas de golpes e cobranças irregulares também devem ser denunciadas à Polícia Civil (PCDF) ou à Ouvidoria do GDF, pelo telefone 162 ou pelo portal Participa DF.

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Mutirão falso do Outubro Rosa

Um grupo de mulheres denuncia ter sido vítima de um golpe envolvendo um falso mutirão de cirurgias plásticas no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), que prometia procedimentos gratuitos de redução de mama e colocação de próteses. Sob o nome de “Renova Mama, Um Recomeço”, o suposto projeto usava a campanha Outubro Rosa como fachada para atrair pacientes. As vítimas eram informadas de que precisariam pagar apenas pelos insumos cirúrgicos, com valores que variavam de R$ 1 mil a R$ 3 mil.

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O nome da unidade pública de saúde teria sido utilizado indevidamente para dar credibilidade à falsa promessa de realização das cirurgias. Não havia, portanto, um mutirão oficial do hospital nos moldes anunciados às pacientes.

A responsável pelo projeto, identificada como Tayná Regina Oliveira Castro, 42 anos, ainda teria utilizado indevidamente os nomes de cirurgiões plásticos conhecidos no Distrito Federal e que também atuam na Secretaria de Saúde, afirmando que eles seriam os responsáveis por realizar os procedimentos nas pacientes. Ao Metrópoles, Tayná negou ser golpista e disse que também foi “induzida a erro pelas informações que me foram apresentadas sobre a proposta de cirurgias por valores reduzidos” (leia a resposta completa mais abaixo).

As suspeitas começaram a surgir quando as mulheres compareciam às consultas supostamente agendadas com os cirurgiões e descobriam que não havia qualquer registro de atendimento em seus nomes. Em outros casos, os atendimentos previstos para o Hran ou para clínicas particulares vinculadas aos médicos eram desmarcados, poucas horas antes do horário marcado, por pessoas ligadas ao suposto projeto social.

Conforme apurado, ao menos 30 mulheres integram o grupo de pacientes que aguardavam atendimento no suposto mutirão de cirurgias plásticas e teriam pago valores indevidos para garantir os procedimentos.

Após realizarem transferências para contas bancárias de Tayná ou de terceiros supostamente ligados a ela, as vítimas recebiam solicitações de exames médicos assinadas por uma médica generalista. Em áudios enviados ao grupo de pacientes do projeto, aos quais a reportagem teve acesso, a suspeita orientava as mulheres sobre como deveriam proceder no dia das consultas.

O outro lado

Procurada pela reportagem, Tayná se manifestou por meio de nota. Leia abaixo, na íntegra:

“Também fui induzida a erro pelas informações que me foram apresentadas sobre a proposta de cirurgias por valores reduzidos. Na ocasião, foram apresentados relatos de procedimentos realizados em hospitais particulares. Acreditei na proposta, efetuei meu próprio pagamento e cheguei a comentar com amigas sobre a possibilidade de realizar a cirurgia. Diante dos questionamentos que surgiram posteriormente, passei a buscar esclarecimentos e providências para a restituição dos valores pagos. Os fatos serão esclarecidos pelas vias adequadas, com a apresentação dos documentos pertinentes“.

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