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Líder do tribunal do crime no DF é preso pela polícia

Conhecido como Maxixe, investigado por tortura e execuções comandava sentença de morte em São Sebastião.

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“Policiais de merda”: líder do tribunal do crime no DF já peitou a PM

Osnairdson da Silva Pinheiro, conhecido como “Maxixe” e apontado como um dos principais líderes do Comboio do Cão (CDC), foi capturado após investigações sobre execuções e torturas na região de São Sebastião, no Distrito Federal.

Histórico de enfrentamentos com a autoridade Apontado como responsável por cumprir as sentenças de morte determinadas pelo grupo criminoso, o suspeito possui uma ficha criminal extensa que inclui episódios de hostilidade contra agentes da segurança pública.

Durante uma abordagem realizada em 2020, quando foi flagrado com uma bicicleta sob suspeita de furto, ele passou a xingar a guarnição e disparou: “Vocês são policiais de merda”.

Na mesma ocasião, o investigado ainda tentou intimidar a equipe ao afirmar: “Eu conheço quem comanda todos vocês!”. O episódio resultou em denúncia formal oferecida pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) por desacato.

Execuções brutais em São Sebastião O suspeito se entregou na 30ª Delegacia de Polícia, situada em São Sebastião, pois estava com mandado de prisão em aberto decorrente da Operação Estatuto. Além dos homicídios apurados na ação policial, ele responde por crimes como tráfico de drogas, roubo, latrocínio, ameaça e desacato.

A apuração policial indica que o “Maxixe” executava punições ordenadas pela facção. Ele é o principal investigado pela morte de um rapaz de 20 anos, registrada em 26 de setembro, na localidade de Capão Comprido.

A vítima teria furtado entorpecentes e um telefone celular pertencentes à organização, sofrendo graves agressões com pauladas nas mãos antes de ser baleada fatalmente. O sofrimento imposto ao jovem foi gravado e compartilhado na internet para disseminar medo na região.

Balanço da Operação Estatuto A captura do executor integra uma série de ações coordenadas pelas autoridades policiais, que já detiveram nove pessoas no intervalo de duas semanas. Entre os alvos já alcançados estão o suposto chefe da quadrilha, detido em meados de outubro, o encarregado pelas sessões de espancamento e uma mulher ligada ao grupo.

As diligências continuam ativas para encontrar o último foragido da facção, identificado pelo apelido de “Parazinho”.

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