A Motorola entrou oficialmente na briga dos smartphones dobráveis em formato de livro com o lançamento do Razr Fold. O dispositivo chega ao mercado brasileiro como um rival direto da linha Galaxy Z Fold, da Samsung, apostando em um conjunto robusto que reúne construção refinada, telas amplas, sistema de câmeras de alta performance e suporte à caneta stylus.
Design, telas e experiência de uso
O primeiro ponto que chama a atenção ao pegar o aparelho é o peso. Sim. O peso é uma das primeiras características que chamam atenção no Razr Fold. Ele é perceptivelmente mais pesado que os dobráveis mais recentes da Samsung e até que alguns celulares convencionais grandes. Apesar disso, a estrutura transmite segurança, com uma dobradiça firme que não deixa a sensação de fragilidade.
As telas são um show à parte. O painel interno de 8,1 polegadas oferece uma experiência imersiva para multitarefa, enquanto a tela externa de 6,6 polegadas é plenamente funcional para o dia a dia, dispensando a necessidade de abrir o aparelho para tarefas rápidas. Quanto ao vinco central, ele existe e é perceptível, mas não chegou a atrapalhar minha experiência.
Desempenho e multitarefa
Equipado com o processador Snapdragon 8 Gen 5 e 16 GB de RAM, o smartphone entrega fluidez total. Nos testes de benchmark, o aparelho superou o concorrente da Samsung na pontuação geral do AnTuTu, embora o modelo da linha Galaxy conte com uma GPU mais potente para jogos pesados. No uso cotidiano, não houve travamentos ou superaquecimento.
No quesito software, a Motorola optou por uma interface limpa. A multitarefa permite dividir a tela entre vários aplicativos, sendo uma ferramenta poderosa para produtividade.
Câmeras e bateria: os diferenciais
O maior trunfo do modelo, sem dúvida, são as lentes. Sim. As câmeras são o melhor argumento para comprar o Razr Fold no lugar de outro dobrável premium. Foi justamente nesse ponto que o Motorola mais se destacou durante meus testes. O HDR é competente e o recorte no modo retrato é de altíssima precisão.
A autonomia também impressiona. A bateria de 6.000 mAh garante tranquilidade para um dia inteiro de uso intenso. Em nossos testes, o aparelho chegou a registrar mais de 28 horas longe da tomada, mantendo uma performance energética superior à média do segmento.
A Moto Pen Ultra e o veredito
A inclusão da Moto Pen Ultra no kit brasileiro é um diferencial competitivo valioso. Embora apresente pequenas oscilações na precisão do traço, ela é um excelente complemento para anotações rápidas.
Vale destacar que o sucesso do aparelho depende do perfil do usuário. O Razr Fold faz mais sentido para quem já decidiu comprar um dobrável premium e não quer abrir mão de uma boa experiência fotográfica. Esse é justamente o ponto no qual ele mais se distancia dos concorrentes que testei.
Se você busca o melhor equilíbrio entre fotografia, bateria duradoura e produtividade com caneta, o Motorola Razr Fold se posiciona como uma escolha altamente recomendada, provando que a marca não apenas entrou na disputa, mas trouxe inovações reais para o mercado de dobráveis.








