Ted Bundy foi confirmado como responsável pelo assassinato de mais uma vítima, mais de cinco décadas após o crime. As autoridades dos Estados Unidos confirmaram que o serial killer foi o autor do assassinato de Melissa Ann Smith, de 17 anos. A identificação foi possível graças a uma nova análise de DNA, que encontrou material genético compatível com o criminoso em evidências preservadas desde a morte da adolescente, em 1974. O anúncio foi feito na terça-feira (27), por autoridades do estado de Utah.
O corpo de Melissa foi localizado por caçadores naquele ano, depois que a jovem desapareceu. Segundo a promotora do condado de Summit, Margaret Olson, as circunstâncias do homicídio apresentam características compatíveis com o modo de agir de Bundy. A investigação já considerava o criminoso como principal responsável, mas a confirmação científica só chegou agora.
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De acordo com o sargento Mike Reynolds, que participou do caso, os exames identificaram um perfil genético muito semelhante ao de Bundy em amostras coletadas durante a autópsia da vítima. A descoberta também foi possível após os investigadores estabelecerem conexões entre o assassinato de Melissa e o de Laura Aime, outra jovem morta pelo serial killer, cujo caso foi oficialmente encerrado em abril deste ano, em Utah.
“[Espero que] a cada caso solucionado, possamos apagar a memória de Ted Bundy”, declarou Reynolds. O sargento acrescentou que outras investigações relacionadas ao criminoso continuam em andamento.
Melissa tinha 17 anos.(Foto: Reprodução / NY Times)Ted Bundy foi ligado ao caso graças a uma nova tecnologia
A confirmação foi possível graças a avanços na análise genética. Em 2023, o laboratório criminal estadual recebeu um equipamento capaz de extrair DNA de amostras pequenas, degradadas pelo tempo ou que contenham material genético de diferentes pessoas.
A tecnologia ampliou as possibilidades de análise de provas antigas, como as preservadas no caso de Melissa. Entre os materiais mantidos pelas autoridades está uma amostra de sangue de Bundy, encontrada em 2011 em um frasco coletado após sua prisão.
A xerife do condado de Salt Lake, Rosie Rivera, chegou a falar sobre as amostras. “Este caso demonstra a importância de preservar as provas”, afirmou.
Ela também ressaltou que as autoridades precisam continuar utilizando os recursos científicos disponíveis para esclarecer investigações. “Ninguém vai encerrar o assunto e atribuir tudo a Ted Bundy, embora muitos casos tenham seguido esse caminho. Aqui em Utah, levamos isso muito a sério”, declarou Rivera.
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Quem foi Ted Bundy?
Considerado um dos assassinos em série mais conhecidos da história dos Estados Unidos, Ted Bundy foi condenado pelo assassinato de pelo menos 30 mulheres e meninas durante a década de 1970. O número real de vítimas pode ser maior, já que o próprio criminoso confessou outros homicídios que nunca foram confirmados pelas autoridades.
Bundy costumava abordar mulheres em espaços públicos, como parques e universidades. Em algumas ocasiões, fingia estar machucado ou utilizava seu charme para conquistar a confiança das vítimas antes de atraí-las para locais isolados. Depois, cometia os crimes com extrema violência.
Sua prisão, em 1975, teve grande repercussão nos Estados Unidos. A aparência física do criminoso também chamou a atenção da imprensa e do público na época. Em 1977, ele conseguiu escapar da prisão ao pular uma janela da biblioteca do presídio. Após ser recapturado, fugiu novamente cerca de seis meses depois e voltou a cometer crimes.
Ted pode ter matado mais de 30 mulheres. (Foto: Biblioteca e Arquivos do Estado da Flórida)Bundy acabou preso definitivamente em 1978. Ele permaneceu encarcerado por 11 anos, até ser executado na cadeira elétrica, na Flórida, em 1989.
Nos últimos dias de vida, confessou uma série de assassinatos que ainda não eram conhecidos pela polícia. Entre os casos que permanecem sem solução está o desaparecimento de Nancy Wilcox, uma adolescente de 16 anos que era líder de torcida e sumiu em outubro de 1974, no condado de Salt Lake.
Melissa também desapareceu naquele mês. A jovem cursava o último ano do ensino médio quando foi morta, e seu corpo foi encontrado posteriormente com sinais de violência sexual e tortura. Com a nova análise genética, o caso passa a integrar oficialmente a lista de crimes atribuídos a Bundy.
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Família de Melissa foi informada sobre a descoberta
Segundo o Gabinete do Xerife do Condado de Summit, os familiares de Melissa foram comunicados sobre a conclusão da investigação. Eles, no entanto, optaram por não participar da entrevista coletiva realizada pelas autoridades nem conversar com jornalistas. Os pais da adolescente já morreram.
Mesmo após a execução de Bundy, investigadores continuam revisando casos antigos em busca de respostas para crimes que permaneceram sem solução por décadas.








