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Aliado de Flávio Bolsonaro culpa ChatGPT por erro crasso em carta golpista; advogados pedem investigação flávio bolsonaro (foto_ Vittor Sales)

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Aliado de Flávio Bolsonaro culpa ChatGPT por erro crasso em carta golpista; advogados pedem investigação flávio bolsonaro (foto_ Vittor Sales)

A carta golpista divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), na qual ele se apresentava como “o verdadeiro presidente eleito do Brasil”, pode configurar um crime previsto no Código Penal devido ao uso do Brasão da República com a palavra “Brazil” escrita com Z. O símbolo teria sido criado pelo ChatGPT. Nesta quinta-feira (29), o comentarista político Paulo Figueiredo atribuiu o erro à inteligência artificial, mas afirmou que ele e os responsáveis pelo documento acharam o detalhe “muito engraçado” e decidiram publicar a imagem mesmo assim.

A primeira versão da carta foi divulgada nesta quarta-feira (28), após a chegada de Bolsonaro aos Estados Unidos. Além de contestar o resultado das eleições presidenciais, o documento apresentava um brasão com a inscrição “Estados Unidos do Brazil”. Em uma segunda versão da carta, o símbolo foi substituído. Já na terceira, Flávio deixou de se apresentar como “presidente eleito” e passou a usar a expressão “líder do Brasil”.

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Figueiredo, que participou das articulações para a fuga de Flávio, explicou que Eduardo Bolsonaro incluiu o brasão nas primeiras versões da carta. O comentarista atribuiu a escolha da imagem ao ChatGPT e disse que o erro não passou despercebido. “Por que o ChatGPT escolheu um brasão antigo da época em que Brasil se escrevia com Z, eu não sei. Mas nós achamos muito engraçado”, escreveu no X.

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Ele também comentou a mudança na forma como Flávio se identificava no documento: “Como vocês devem imaginar, uma carta que expressa uma realidade tão complexa passa por várias versões, com a contribuição intelectual de mais de uma pessoa”.

Uso do brasão em carta de Bolsonaro pode configurar crime

De acordo com a revista Fórum, a utilização do símbolo nacional na carta pode configurar uma infração prevista no Código Penal, já que é proibido alterar, falsificar ou fazer uso indevido de marcas, logotipos, siglas ou outros símbolos utilizados por órgãos e entidades da Administração Pública. A pena pode variar de dois a seis anos de reclusão, além de multa.

Um grupo de advogados apresentou uma notícia de fato à PF, por uso indevido do símbolo por Flávio. No ofício, eles pedem a instauração de um inquérito junto ao STF. O grupo argumenta que com o símbolo, o senador teria criado a falsa impressão de que sua manifestação fosse um ato oficial do Estado brasileiro.

No brasão, “Brazil” aparecia escrito com “Z”. (Foto: Reprodução / Redes Sociais)
Governo Trump teria pedido alteração em carta de Bolsonaro

A carta divulgada por Flávio teria gerado preocupação em Washington por poder sugerir que os norte-americanos reconheciam o parlamentar como presidente eleito, o que poderia comprometer as relações diplomáticas com o governo brasileiro.

A informação foi publicada inicialmente pela colunista Mariana Sanches, do UOL, e confirmada por diplomatas que acompanharam os acontecimentos. Segundo assessores do Departamento de Estado norte-americano ouvidos por Valdo Cruz, da GloboNews, a declaração poderia ser interpretada como um sinal de que os Estados Unidos tinham acolhido a autoproclamação de Flávio Bolsonaro. Esse entendimento, por sua vez, poderia ser visto como um rompimento diplomático com o governo brasileiro.

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Aliados do senador afirmaram que a alteração foi apenas um ajuste no texto divulgado inicialmente. Diplomatas ouvidos por Valdo Cruz, no entanto, disseram que a mudança ocorreu após o governo do presidente Donald Trump tomar conhecimento do conteúdo da carta.

A administração norte-americana autorizou a entrada de Flávio nos Estados Unidos e a concessão de visto humanitário para ele e seus familiares. Segundo os relatos, porém, receber o senador no país não significava reconhecê-lo como presidente eleito. Essa possibilidade não estaria nos planos do governo Trump.

Apesar das críticas ao processo eleitoral brasileiro e das suspeitas infundadas levantadas sobre a votação, Trump tem elogiado o presidente Lula (PT) e declarado que gosta do petista.

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