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Caso Marcelo Rocha: polícia identifica oito suspeitos em Santos

Duas pessoas foram apreendidas na quarta-feira (28) após o latrocínio do engenheiro ambiental no litoral paulista.

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Polícia identifica 8 suspeitos e dois são apreendidos após agressão e roubo contra engenheiro morto em Santos Polícia identifica 8 suspeitos e dois são apreendidos após agressão e roubo contra engenheiro morto em Santos

A Polícia Civil identificou oito suspeitos de integrar o grupo que agrediu e roubou o engenheiro ambiental e mestrando Marcelo de Oliveira Rocha, de 30 anos, em Santos, no litoral de São Paulo. Na quarta-feira (28), dois adolescentes foram apreendidos por envolvimento no crime que chocou o estado.

Investigação e mandados expedidos

O caso é tratado como latrocínio — roubo seguido de morte — e está sob a responsabilidade conjunta do 4ºDP de Santos, do 3ºDP e da 3ª Deic-Homicídios. Entre os identificados, dois são maiores de idade, com 18 e 19 anos, enquanto os outros seis são menores: dois de 17 anos, três de 16, e um de 14.

Segundo apuração jornalística, um dos jovens de 17 anos seria lutador de boxe e teria desferido o soco que derrubou a vítima. Este menor se apresentou espontaneamente no 3º Distrito Policial (DP), onde foi ouvido e apreendido. A Polícia Civil solicitou medidas cautelares e os mandados de prisão e internação provisória já foram expedidos, embora os nomes dos envolvidos permaneçam em sigilo e o paradeiro de seis suspeitos ainda seja desconhecido.

Dinâmica do crime e atuação da inteligência

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), o celular e outros pertences de Marcelo foram levados pelo grupo, que também teria subtraído itens de outras vítimas na mesma madrugada. As autoridades utilizam imagens de câmeras de monitoramento, registros de redes sociais e depoimentos para esclarecer a participação de cada indivíduo.

“O trabalho foi reforçado pelo NOAD (Núcleo de Observação e Análise Digital), órgão de inteligência da Secretaria da Segurança Pública (SSP), para identificar os autores em coordenação com auxílio de empresas de tecnologia, telefonia e redes sociais”, explicou a entidade.

Contexto da agressão e repercussão

O crime ocorreu na madrugada de sábado (24), quando Marcelo participava de uma apresentação da Banda Esquerdantina, em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Por volta das 3h, ele se distanciou para ir ao banheiro e acabou sendo cercado por pelo menos sete suspeitos, que registraram a violência em vídeo. Amigos estranharam a ausência e o encontraram desacordado na esquina da Avenida Conselheiro Nébias com a Rua Henrique Ablas.

Socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), o engenheiro foi levado à Santa Casa de Santos e posteriormente transferido para o Hospital São Paulo, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), onde a família confirmou sua morte cerebral na segunda-feira (26).

A Unifesp emitiu uma nota de repúdio à violência e prestou solidariedade aos enlutados. “A Unifesp expressa sua solidariedade aos familiares, amigos e colegas de Marcelo, neste momento de dor e consternação. A gravidade do ocorrido exige a apuração rigorosa das circunstâncias e motivações da agressão, bem como a identificação e responsabilização dos envolvidos”, declarou a instituição.

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