O cantor MC Poze do Rodo, cujo nome civil é Marlon Brendon Coelho, está sendo investigado pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro após ser acusado de estupro por uma adolescente de 16 anos.
Investigação da Polícia Civil
A Delegacia da Criança e Adolescente Vítima apura a denúncia de que a menor de idade teria sido drogada, ameaçada e obrigada a ingerir medicamentos contraceptivos após o suposto crime.
De acordo com o depoimento, o caso teria ocorrido no final de setembro na casa do artista, situada no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste carioca. A vítima relatou que consumiu entorpecentes, incluindo “Black Lança”, que teriam sido fornecidos pelo próprio músico, ficando com a consciência alterada antes de entrar no quarto dele.
Detalhes do depoimento e novas idas à casa
A adolescente afirmou às autoridades que pediu o uso de preservativo durante a relação, mas o artista teria desconsiderado o pedido e continuado o ato sem camisinha.
Dois dias depois, a jovem relatou que foi compelida a retornar ao imóvel do cantor. Nessa ocasião, o aparelho celular dela teria sido retido e ela foi forçada a ingerir diversos remédios.
“Ela tomou o medicamento, coagida pela situação. E depois, as pessoas que rodeiam ele, falam que ela é mentirosa, mas nós temos como provar porque temos um vídeo com a voz dele falando para ir para a casa dele, ela dizendo para ele que precisava fazer exames”, declarou Daiana Andrade, advogada da jovem.
A defesa informou ainda que a menor recebeu ameaças de que iria “desaparecer” caso descumprisse ordens. A vítima passou por exames no Instituto Médico Legal (IML) e solicitou medidas protetivas de urgência. Os envolvidos devem prestar depoimento em breve, enquanto a assessoria do funkeiro ainda não se posicionou publicamente sobre o caso.
Histórico judicial do funkeiro
O cantor acumula outras passagens e investigações policiais ao longo dos anos. Em 2019, foi detido por apologia ao crime. No ano passado, voltou a ser preso sob suspeita de ligação com o tráfico de drogas e também virou alvo de apuração sobre sorteios ilegais.
Já em abril de 2026, o funkeiro foi detido pela Polícia Federal sob a suspeita de lavagem de dinheiro para o Comando Vermelho. O artista também responde em liberdade a acusações de tortura e cárcere privado.








