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Fim do registro de pesquisas eleitorais no TSE para o 2º turno

Institutos encerram cadastros de levantamentos, mas divulgações seguem permitidas até o dia da votação presidencial de 2026.

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Pesquisas eleitorais não podem mais ser registradas a partir desta terça

Com o fim do prazo na última segunda-feira (19/10), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) encerrou o período para o cadastramento de novas pesquisas de intenção de voto. A medida entra em vigor faltando menos de uma semana para a realização do segundo turno das eleições presidenciais de 2026, impedindo que institutos insiram novos levantamentos no Sistema de Registro de Pesquisas Eleitorais (PesqEle).

Cronograma de divulgação e cenário eleitoral

Apesar da proibição de novos registros, os levantamentos já protocolados anteriormente continuam autorizados a ser publicados a qualquer momento, o que inclui a própria data da votação. O calendário dos próximos dias prevê a publicação de dados de institutos tradicionais sobre a disputa pelo Palácio do Planalto.

A Quaest tem divulgação prevista para esta quarta-feira (21/10), enquanto o Datafolha deve apresentar sua nova rodada na quinta-feira (22/10). Na semana passada, ambos os institutos apontaram um cenário de empate técnico entre Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Lula (PT). A última rodada de pesquisas de ambos os institutos ocorrerá no sábado (24/10), véspera do pleito.

Exigências obrigatórias e transparência do TSE

Para a publicação de qualquer resultado, o TSE determina a obrigatoriedade de inclusão de informações essenciais, como o período de coleta, a margem de erro, o nível de confiança, o tamanho da amostra, a identificação dos contratantes e o número de registro oficial na Justiça Eleitoral. O órgão ressalta que o registro não obriga a publicação e que não há controle prévio ou responsabilidade sobre os dados divulgados.

Em setembro, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, implementou melhorias no sistema para ampliar o detalhamento metodológico. As mudanças exigem que os dados sigam um formato padronizado por meio de um questionário de nove páginas, detalhando horários de entrevistas, municípios alcançados, procedimentos de campo e a estrutura de perguntas.

Decisões judiciais e controle estatístico

O rigor na fiscalização dos levantamentos também marcou o pleito deste ano. Em 8 de junho, Kassio Nunes Marques determinou a suspensão da pesquisa da AtlasIntel após um pedido do Partido Liberal (PL), que alegou indícios de comprometimento da metodologia adotada pelo instituto.

Para o magistrado, houve indicativos de que “a pesquisa possa ter extrapolado os limites da regular aferição estatística”.

Com o encerramento dos cadastros, o foco do eleitorado se volta para a reta final da campanha e para os últimos levantamentos estatísticos que antecedem a definição nas urnas.

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