O ex-banqueiro Daniel Vorcaro declarou às autoridades da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República ter condições de apontar os nomes dos intermediários que teriam atuado em nome de Gilberto Kassab (PSD) para o recebimento de propinas. O objetivo do esquema seria garantir que governos sob influência do político realizassem investimentos em letras financeiras do Banco Master.
H2 A mecânica do suposto esquema de pagamentos
Conforme relatado pelo ex-banqueiro durante as tratativas para uma possível colaboração premiada, a influência de Kassab teria sido determinante para viabilizar captações de recursos junto a diversos fundos de pensão municipais e estaduais. Segundo o depoimento de Vorcaro, o fluxo financeiro das comissões não passava por meios bancários rastreáveis, uma vez que “as comissões eram pagas em espécie”.
H2 Defesa de Gilberto Kassab
O presidente do PSD refutou categoricamente as acusações apresentadas pelo ex-banqueiro. Em nota oficial, o político declarou que o relato de Vorcaro é “fantasioso”. Além disso, ele enfatizou que jamais deu autorização para que qualquer emissário tratasse de interesses financeiros em seu nome com representantes da instituição bancária mencionada.
H3 Contexto das investigações
As informações fazem parte do escopo de apurações que buscam esclarecer a relação entre o Banco Master e entes públicos. O caso segue sob análise dos órgãos competentes, que avaliam a viabilidade e a veracidade das informações prestadas por Vorcaro para a consolidação de um acordo de delação premiada, enquanto a defesa do político mantém a postura de negação total sobre qualquer envolvimento em irregularidades.








