A paralisação dos motoristas da Viação Transwolff chegou ao fim nesta segunda-feira (19/10), após uma rodada de negociações entre os funcionários, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) e a SPTrans na capital paulista.
Retomada do transporte coletivo
A reabertura gradual dos serviços teve início por volta das 13h50. Contudo, para atender à demanda da população, o Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese) continuou operando de maneira preventiva em 37 linhas da zona sul.
Posicionamento da administração municipal
Em comunicado oficial, a gestão municipal garantiu que as obrigações com a equipe estão em dia e ressaltou que a mobilização descumpriu a exigência legal de aviso prévio de 72 horas para serviços essenciais.
“O plano de saúde está em processo licitatório para contratar fornecedor. Os depósitos referentes ao INSS e FGTS estão sendo feitos integralmente pela SPTrans, em juízo, aguardando deliberação do Judiciário. Todos os envolvidos que deixaram de trabalhar durante o ato terão o dia descontado de seus pagamentos”, conclui.
Reação do sindicato da categoria
O Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo (SINDMOTORISTAS) declarou que não recebeu avisos prévios sobre a mobilização dos operadores vinculados ao lote D10 – azul claro, enquanto os coletivos da cor vinho funcionaram normalmente.
“O Sindicato reafirma seu compromisso com a transparência, o diálogo e a defesa dos direitos e interesses da categoria. Ressaltamos que qualquer situação envolvendo reivindicações trabalhistas, condições de trabalho ou possíveis paralisações deve ser tratada com responsabilidade, priorizando sempre informações corretas e os canais legítimos de negociação. O SINDMOTORISTAS repudia qualquer ação que contrarie ou prejudique os direitos e interesses da categoria e reafirma seu compromisso com a defesa dos direitos assegurados aos trabalhadores. A informação responsável, o respeito aos direitos da categoria e o diálogo são fundamentais para a defesa dos trabalhadores”, diz a nota.
Contexto da operação e intervenção
Vale lembrar que a companhia encontra-se sob intervenção oficial desde abril de 2024, período em que o Ministério Público de São Paulo deflagrou a Operação Fim da Linha para investigar supostas ligações do PCC com o setor de ônibus municipais.








