–:–:–
Conecte-se conosco

Ri Happy entra em recuperação extrajudicial para renegociar dívidas

Gigante do varejo de brinquedos busca fôlego financeiro após acumular débitos que somam mais de R$ 827 milhões no mercado nacional.

0 visualizações
Ri Happy pede recuperação extrajudicial para renegociar R$ 827 milhões

A rede varejista de brinquedos Ri Happy protocolou um pedido de recuperação extrajudicial junto à Justiça de São Paulo. O objetivo central da companhia é renegociar um passivo total de R$ 827,4 milhões. De acordo com os dados apresentados, uma parcela significativa desse montante, equivalente a R$ 308,8 milhões, já conta com a anuência de um grupo de credores em relação aos termos propostos.

Diferenças entre os processos de reestruturação

Diferente da recuperação judicial, que é um rito coletivo e público conduzido integralmente pelo Judiciário envolvendo todos os credores, a modalidade extrajudicial foca em uma negociação privada entre a empresa e seus credores. Após o acordo, a Justiça atua apenas para a homologação dos termos estabelecidos entre as partes.

Abrangência do grupo e plano de reestruturação

O pedido abrange diversas empresas que compõem o grupo, incluindo a Pbkids Brinquedos, Brincar Marcas e Participações, Drh Casa de Festa, New Toys Comércio, Distribuição e Importação, além da Partout Administração de Franquias e Bens. A Ri Happy afirma que a recuperação extrajudicial integra um plano de reestruturação financeira e operacional. As mudanças começaram após a venda do grupo, no fim de agosto deste ano.

Impactos operacionais e contexto econômico

Atualmente, a varejista mantém uma operação robusta com aproximadamente 290 lojas espalhadas pelo território brasileiro, sustentando mais de 2,6 mil postos de trabalho. A crise financeira da rede foi agravada a partir de março de 2020, devido aos impactos da pandemia de Covid-19, que forçou o fechamento de unidades físicas com custos fixos elevados, como aluguéis. Além disso, o grupo aponta que fatores macroeconômicos, como a inflação e a persistência de juros elevados, dificultaram a recuperação do caixa nos anos recentes.

Cenário do varejo nacional

A decisão da Ri Happy coloca a rede ao lado de outras grandes empresas do setor que enfrentaram crises financeiras severas nos últimos tempos, como Casas Bahia, Tok&Stok, Mobly, Grupo Pão de Açúcar e Lojas Marabraz. A movimentação ocorre poucos meses após a BluSun Capital Partners anunciar a aquisição de 100% do Grupo Ri Happy, consolidando uma nova fase de gestão para a marca.

Mais em Brasil

Ver tudo →