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Caso Ana Clara: entenda polêmica entre Lula e Flávio Bolsonaro

Entenda os detalhes da atuação jurídica do senador na defesa do PM acusado pela morte da criança de 5 anos em Niterói.

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Ana Clara: entenda caso citado por Lula a Flávio sobre menina morta por PM

O debate presidencial realizado na TV Band trouxe à tona um episódio envolvendo a morte da menina Ana Clara Gomes, de 5 anos, ocorrida em 2021. O confronto direto entre o candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) colocou em evidência a atuação jurídica do parlamentar na defesa do policial militar responsável pelo disparo fatal.

O embate durante o debate

Durante o programa, o petista questionou a conduta de Flávio Bolsonaro, que atuou como advogado do cabo Bruno Dias Delaroli, integrante do 12º Batalhão da Polícia Militar. O agente é acusado de atingir a criança com um tiro de fuzil em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Lula confrontou o senador sobre o fato de ele ter assinado um recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para impedir que o policial fosse submetido a júri popular.

“Você era senador da República e foi interferir para que o policial que matou uma criança de 5 anos com uma bala de fuzil não fosse preso. Me explica por que você fez isso?”

Em resposta, Flávio Bolsonaro não detalhou o caso, mas defendeu o exercício da profissão de advogado.

“Você não pode criminalizar a advocacia, Lula. Nem teve julgamento, você já condenou o cara”

Cronologia da tragédia em Niterói

Ana Clara perdeu a vida em 2 de fevereiro de 2021, enquanto brincava na frente de sua residência, na comunidade Monan Pequeno, ao lado do irmão de 2 anos. Segundo denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), o disparo partiu do fuzil do cabo Bruno Dias Delaroli durante uma operação policial.

A perícia técnica foi fundamental para contestar a versão apresentada pela defesa do PM, que alegava um suposto confronto com criminosos. Os investigadores encontraram apenas munição compatível com a arma do policial no local, sem vestígios de tiros vindos de outros suspeitos. Embora tenha sido preso em flagrante na época, o réu responde ao processo em liberdade desde novembro de 2021, sob medidas cautelares.

O papel do senador no processo

Flávio Bolsonaro passou a integrar formalmente a equipe de defesa do policial em 2024. A estratégia jurídica adotada incluiu a tentativa de evitar o júri popular no STJ, órgão responsável por julgar crimes dolosos contra a vida. Apesar de o recurso ter sido negado pela corte, as movimentações da defesa contribuíram para que o processo se estendesse.

Passados mais de cinco anos do crime, o julgamento popular de Ana Clara Gomes Machado ainda não possui uma data definida, mantendo o caso como um ponto de alta tensão no cenário político brasileiro e nas buscas por informações na internet.

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